Como Daniel Henney, de ‘Beyond Borders’, vai entrar em ação?

Quem está morto ou vivo?

Quando Criminal Minds terminou sua 12ª temporada na CBS, seis membros da equipe BAU entraram em duas SUVs em uma perseguição de selvagem para encontrar Reid. Mas o que aconteceu foi um desastre: alguém sabotou seus pneus para explodir no caminho de um caminhão de 18 rodas e não está claro quem, se possível, sobreviveu à devastação.

Em antecipação ao início do drama em 27 de setembro, EW obteve uma pista exclusiva da produtora executiva Erica Messer sobre o acidente e como o novo membro do elenco, Daniel Henney – recém saído do spin-off de vida curta Criminal Minds: Beyond Borders – entra em ação como Agente Matt Simmons.

“Garcia [Kirsten Vangsness] acabou de saber que sua equipe está com problemas. E a primeira pessoa que ela chama é o agente Simmons, “Messer conta à EW. “Ele os leva ao local do último sinal conhecido da equipe. Eles descobrem este horrível acidente de carro. Uma vez que eles vêem quem está ferido, eles descobrem que alguém está desaparecido”.

Messer diz que Simmons e Garcia trabalham juntos na maior parte do episódio para encontrar o membro da BAU desaparecido. Poderia ser Emily Prentiss, David Rossi e Jennifer Jareau ou Tara Lewis, Luke Alvez e Stephen Walker?

Mas mesmo que alguém – gulp – morra no acidente, Messer diz à EW que não há planos para expandir a equipe além de Henney nesta temporada. Falando nele, aqui está outra imagem do ator como agente Matt Simmons em suas novas atribuições. Ele está quente na trilha de Mr. Scratch, que pode ou não ter causado aquele acidente horrível?

Primeira imagem de Daniel Henney como parte do elenco regular de Criminal Minds

How Beyond Borders’ Daniel Henney will join the action

When Criminal Minds wrapped its 12th season on CBS, six members of the BAU team jumped into a pair of SUVs on a wild goose chase to meet Reid. But what happened was a straight-up disaster: somebody sabotaged their tires to blow up right in the path of an 18-wheeler truck — and it’s unclear who, if any, survived the devastation.

In anticipation of the drama’s Sept. 27 start date, EW got some exclusive scoop from executive producer Erica Messer about the accident and how new cast member Daniel Henney — fresh off the short-lived spinoff Criminal Minds: Beyond Borders — joins the action as Agent Matt Simmons.

“Garcia [Kirsten Vangsness] has just learned that her team is in trouble. And the first person she calls is Agent Simmons,” Messer tells EW. “He drives them to the site of the last known signal from the team. They discover this horrific car accident. Once they see who is injured, they discover that someone is missing.”

Messer says that Simmons and Garcia work together for the majority of the episode to find the missing BAU member. Could it be Emily Prentiss, David Rossi, and Jennifer Jareau or Tara Lewis, Luke Alvez, and Stephen Walker?

But even if someone — gulp — dies from the accident, Messer tells EW that there are no plans to expand the team beyond Henney this season. Speaking of whom, here’s another first look of the actor as Agent Matt Simmons in his new digs. Is he hot on the trail of Mr. Scratch, who may or may not have caused that horrific accident?

First look on Daniel Henney’s Agent Simmons as a regular on Criminal Minds

Tradução/Translation: Patricia Angelica

Edição/Edition: Patricia Angelica

Fonte/Source: EW

Anúncios

Replicador, 13ª temporada, greve de roteiristas, USC: uma entrevista exclusiva com Harry Bring, o LLPOS de Criminal Minds

É com muito orgulho que a Criminal Minds BR apresenta a sua primeira entrevista exclusiva com um membro da equipe de produção da nossa querida série. Após uma solicitação por Twitter, o produtor Harry Bring respondeu algumas perguntas da nossa equipe sobre o trabalho na série e algumas informações sobre o que está por vir.

PCA_IMG_2643

Harry Bring com o People’s Choice Awards

Após tirar a grave dos roteiristas do caminho de Criminal Minds, Harry afirma que vai “amar o resto do hiatus, com certeza”.

Confira a divertida conversa com um dos membros mais acessíveis da equipe de produção de CM.

Criminal Minds BR: Primeiramente, vemos que você é um grande fã das equipes esportivas da USC (University of Southern California). Então, presumimos que você se formou lá. Conte-nos sobre sua época de faculdade.
Harry Bring: Não cursei a USC, infelizmente. Entretanto, dei alguns seminários sobre produção de TV na escola de cinema lá.
Quando tinha 10 anos, meu pai me levou a um jogo de futebol americano da USC e instantaneamente virei um ávido fã do programa esportivo deles.
Tenho ingressos para a temporada de futebol deles desde 1965. Estranhamente, não frequentei nenhuma faculdade. Eu gostaria. Fiz meu caminho trabalhando por mim mesmo e comecei na “sala de correio” em 1964, tornei-me assistente de edição de filme, depois assistente de direção, então, gerente de produção e, finalmente, produtor. Uma longa e abençoada carreira de 52 anos.

CMBR: Todo ano você e a equipe de CM (e de outras séries) fazem campanhas e homenagens à Sarah Jones. Pode nos dizer como a memória da perda dela melhorou as condições de vida no set?
HB:
Para mim, a perda de Sarah Jones carrega muita emoção. Eu fazia parte da equipe de “Army Wives” que contratou Sarah quando ela se formou na faculdade.
Sarah estava em nosso show por quatro temporadas antes de eu sair e vir para CM e ela abriu suas asas para tentar produções diferentes.
Sarah era uma pessoal maravilhosa com muito potencial e a vida dela terminou por causa de uma decisão insegura de trabalho e total falta de liderança.
Uso Sarah como padrão para a segurança em nosso set agora e honramo-la todos os dias, mantendo tudo seguro no set.
Meu grande discurso para nossa equipe no primeiro dia de produção em todas as temporadas é “fiquem em segurança”, “se você vir algo inseguro, diga alguma coisa”. Monitorar a segurança é responsabilidade de cada membro da equipe consigo mesmo e com os outros. Há muitas formas de se ferir, desde um simples tropeção em um cabo até grandes sequências de ação no set que podem causar danos. [entenda história de Sarah Jones AQUI]

Sarah_IMG_2281

Harry Bring segura uma foto de Sarah Jones no set

CMBR: Você está em Criminal Minds há seis anos. Pode nos contar qual é seu episódio/unsub favorito até hoje?
HB: Foi “The Replicator” (8×24). Trabalhar com Mark Hamill foi um grande prazer. O trabalho de efeitos especiais aéreos e explosivos também foi especial. Passei um tempo com Mark e conversamos principalmente sobre nossos filhos. A filha de Mark era estudante da USC na época, então, tínhamos isso em comum.

Replicator_BI1GW2ACMAEv-xl

Harry Bring e Mark Hamill

CMBR: Além do progresso tecnológico algo mais mudou na produção de uma série nos últimos 20 anos?
HB:
O aprimoramento da tela verde [conhecido como chroma key] e imagens geradas por computador [CGI] mudaram imensamente a forma como fazemos as coisas. Agora podemos fazer mais fácil e rapidamente o que costumava levar horas e, por vezes, dias. O trabalho que fazíamos em Arquivo X e levava dias, agora leva apenas algumas horas. Avanços realmente agradáveis.
Podemos melhorar ou criar coisas simples como tiros, explosões, acrobacias etc. muito mais facilmente do que no passado.

CMBR: Você é um dos membros mais interativos da equipe de Criminal Minds. Posta muitas fotos dos bastidores e agradecemos muito por isso. Você usa as mídias sociais para ver as reações do público à série? Como acha que a opinião do público nas redes sociais influencia uma série hoje em dia?
HB:
Eu checo as reações dos fãs à maioria dos meus posts de bastidores. Presto atenção às reações e menciono algumas coisas à equipe de criação, eles tomando medidas sobre isso ou não. Nossa equipe de roteiristas também presta atenção aos posts e requisições das mídias sociais. Eles costumam tentar tomar medidas sobre os pedidos dos fãs, mas, por diversas razões, poucos desejos podem ser garantidos. Sei que os fãs querem que certas coisas aconteçam, mas há muitas razões criativas que impedem de abordar seus desejos.

12x14

Harry Bring na mesa de leitura de um dos episódios da 12ª temporada

CMBR: Pode nos contar como é seu trabalho em Criminal Minds? Tipo, você tem algum dedo no desenvolvimento de enredos?
HB:
Meu trabalho como um produtor de linha é, basicamente, comandar tudo sobre a produção física. Calendário, planejamento, financeiro. Certifico-me de que não vamos estourar o orçamento, enquanto supervisiono o dia a dia de trabalho, tanto no set quanto em preparação. Basicamente, sou o capitão do navio. Eu meio que piloto o navio. Faço os “enredos” ganharem vida da melhor forma possível.
Minha contribuição criativa geralmente vem da abordagem aos nossos desafios orçamentários. Por exemplo, se um roteirista escreve uma sequência em um circo e não podemos pagar, vou sugerir um parque de diversões. A história pode permanecer a mesma e podemos pagar um parque. Hehehe!

CMBR: Você tem experiência em alguns shows de longa duração, alguns, como X-Files e Criminal Minds, sobre assuntos controversos. Como produtor, como você equilibra o enredo-base de uma série, a criatividade dos roteiristas, a possibilidade de colocar tudo em prática (em termos de orçamento e tal) e o interesse do público?
HB:
Ótima pergunta! Meus programas de longa duração: Melrose Place (novela), Arquivo X (ficção científica misturada com aplicação da lei), Army Wives (a vida daqueles deixados para trás por maridos e esposas que estão na guerra), Criminal Minds (drama de processo criminal). Todos diferentes de muitas maneiras. Meus primeiros mentores neste negócio me ensinaram uma coisa: “seja um camaleão”. Adapte-se ao projeto, aos problemas e ao dia. Ótimo conselho e dou-lhes crédito por meu sucesso. Cada dia é diferente. Cada hora é diferente. Delegue, reaja, solicite, passe para a próxima tarefa ou desafio.

Golfe_IMG_2247

Glenn Kershaw, Danny Ramm, Harry Bring, Joe Mantegna e um amigo de Joe

CMBR: A série mudou sua “fórmula” nos últimos anos, com mais histórias pessoais e arcos mais serializados e isso é bastante polêmico entre os fãs. Pode contar por que e como os produtores decidiram fazer isso?
HB:
A série mudou, especialmente nos seis anos em que estive aqui. Nunca fugimos das histórias sobre assassinos em série ou crimes malignos. Realmente embelezamos as histórias de acordo com padrões e práticas da rede. Em várias temporadas passadas, adicionamos mais às histórias pessoais de nossos personagens. Acho que o público gosta de ver/ouvir sobre a vida pessoal dos indivíduos. Isso aumentou dentro do show e acho que é parcialmente em reação aos fãs que querem ver mais sobre a vida dos personagens. Alguns são feitos dentro de episódios que têm uma solução mais rápida e teriam mais tempo para contar histórias pessoais.

CMBR: Criminal Minds traz assuntos muitos obscuros e sempre se destacou dentre os dramas criminais por mostrar tudo de forma mais realista. Isso já gerou problemas com a classificação indicativa?
HB:
O departamento de “Padrões e Práticas” da CBS nos mantém à frente. Começando com o script até o episódio finalizado, eles se certificam de que seguimos suas orientações de televisão responsável para seu público. Temos limites para retratar violência, conteúdo sexual, ações perturbadoras que seriam ofensivas para o público. Isso é bom.

CMBR: Pode nos contar algo sobre as negociações com o elenco para a 13ª temporada?
HB:
A 13ª temporada está garantida. Oba! Nos deram 22 episódios e o primeiro vai ao ar em 20 de setembro, nos EUA. O que sei até agora é que todo o elenco assinou para a próxima temporada, seja por um novo contrato ou uma extensão do antigo. A potencial greve dos roteiristas foi evitada noite passada, quando os roteiristas assinaram contrato para os próximos 3 anos. Oba!

MGG_IMG_2641

Mathew Gray Gubler e Harry Bring

CMBR: Estamos ansiosos pelo próximo marco de Criminal Minds. Existe algum esboço do que vocês gostariam de mostrar aos fãs na 13ª temporada e no episódio 300?
HB:
Como a sala dos roteiristas não volta ao trabalho antes do início de junho, não sei as histórias ou a direção que nossa série vai tomar. Como vocês verão em breve, há um grande cliffhanger no episódio 22. Então, haverá algumas grandes histórias para escolher e mostrar à audiência na estreia da próxima temporada.
Mal posso esperar para ver o que está reservado para vocês, público, e para mim, o capitão do navio.

CMBR: Para terminar, o seu apelido no Twitter é LLPOS. E sempre tivemos curiosidade sobre o significado disso…
HR:
LLPOS é uma sigla para “Low Life Piece Of Shit” (“Pedaço de Merda e Escória”, em tradução livre). É meu apelido há 24 anos e foi dado pela equipe e pelo elenco de Melrose Place. É um apelido cativante. Engraçado. Não meu eu verdadeiro. Tem a ver com meu estranho senso de humor. Espero que não se sintam ofendidos.

Tradução e edição: Patricia Angelica & Dayana Alves Coelho