Muitas roupas no armário e histórias para contar: uma entrevista com BJ Rogers, figurinista de Criminal Minds

A 13ª temporada de Criminal Minds estreia amanhã nos EUA e trazemos ao blog uma deliciosa entrevista cheia de informações de bastidores e curiosidades com a figurinista BJ Rogers, presente na série desde o primeiro episódio, em 2005.

CRIMINAL MINDS BR: Como você começou a trabalhar na indústria do entretenimento? Você trabalhou na indústria da moda antes disso?
BJ ROGERS: Eu tinha me inscrito em escolas de Psicologia e depois de ser aceita em algumas muito boas, decidi que queria fazer Moda em vez disso! Então, no último momento, eu virei as chaves para desgosto dos meus pais. Estudei Design e, apesar de ter famílias no negócio, decidi ir pelo caminho da moda! O varejo é um negócio cruel, eu estava de férias no Taiti, e me ofereceram um comercial. Fui muito pouco profissional e nunca voltei para Saks Fifth Avenue, e nunca olhei para trás!
No entanto, fiz uma pausa nos figurinos e projetei linhas de roupas por três anos, mas senti falta do negócio e voltei.

BJ Rogers em um closet cheio de sapatos nos estúdios de Criminal Minds (Foto de BJ Rogers)

CMBR: É verdade que a fita dupla face é a melhor amiga do figurinista?
BJR: Ela tem cola dos dois lados, por isso é de grande ajuda se os botões estão ruins ou se um colarinho não vai ficar no lugar… Isso ajuda os figurinistas no set com a continuidade, pois mantém a roupa no lugar.

CMBR: Você trabalhou com estrelas como Angelina Jolie, Brad Pitt, George Clooney, Bruce Willis e outros, esses artistas dão opiniões sobre os figurinos de seus personagens?
BJR: Sim, sinto que filmes tem muito mais colaboração do que a televisão. Você faz mais acessórios e tem mais tempo para desenvolver um personagem. Sim, é claro que eles têm opiniões. Para mim, os melhores atores são aqueles que querem entrar no personagem, não é sobre o que fica bom neles, mas se o personagem o faria. Em “Os Doze Macacos”, havia muitas cenas em que Bruce [Willis] estava nu, mas lembro de querer colocar um par de Calvin Klein em sua cabeça e Terry Gilliam, o diretor, dizendo que tínhamos ido longe demais! Isso me chocou, já que estávamos no meio da sujeira por todos os lados!
Digo isso apenas com base no prazo que você tem para fazer tudo. De todos os formatos de TV, o episódico é realmente muito corrido, fazemos nossa série entre sete e oito dias, então, quando recebo os tamanhos dos atores, é preciso se enquadrar e envelhecer a roupa se ela for nova. É um processo que consome muito tempo, algumas pessoas agem como se as roupas caíssem do céu, eles realmente não sabem o quanto de dedicação é preciso para o figurino de uma única pessoa. Sinto que é uma experiência muito íntima com o ator, eles são os únicos que realmente veem o tanto de esforço na criação do personagem.

BJ Rogers e Joe Mantegna (Foto de BJ Rogers)

CMBR: Quantas pessoas trabalham com você no departamento de figurino?
BJR: Tenho um grande departamento, principalmente porque a última vez que fiz uma série de episódios foi “Fame LA”, não a original, e, toda semana, eu desenhava para números de dança, era brutal para os clientes e era como passar por todos os 705 [o total de clientes], então eu tenho um cliente que dirige o caminhão, então, dois clientes que trocam episódios e dois clientes importantes que fazem o mesmo. Há uma pessoa para lidar com figurantes. Um supervisor de figurino, duas costureiras e dois assistentes de produção. Então, somos 11!

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Life behind the cameras: an interview with John Hatchitt

Criminal Minds just started its path to season 13. And as the sets come back to life, we were able to get in touch with one of the most prolific CM crew members on Twitter, who posts a lot of BTS pics of his job.

Join us and get to know more about John Hatchitt and his 13 years of working on Criminal Minds.

Criminal Minds BR: In your Twitter profile, besides the pictures of your job on Criminal Minds, we can see a lot of bike rides. When and how did you start road cycling?
John Hatchitt:
I raced bikes before getting into the Industry, but just so happened our Director of Photography, Greg St John’s, rode bikes for the first few seasons and lured me back in. Knowing what it takes to race, he allows me the time to train and travel, which is amazing.

John Hatchitt riding his bike on the road (photo: John Hatchitt)

CMBR: How did you start working in the entertainment industry?
JH:
I got into the business when Disney studios in Florida were being built on what was a 1-week job. Almost 30 years later, here I am with my 3-boys 29, 28 and 26 working with me.

CMBR: Tell us about your job on Criminal Minds. What’s your usual daily schedule?
JH:
Our daily schedule is pretty straight forward. My best boy and the guys are normally there 30-1 hour before to unload equipment. I arrive before the Director of Photography to make sure if we have camera mounts or camera cranes and they are set and ready for Greg and director to look at.

John Hatchitt and his team joking on Shemar Moore behind the scenes of episode 10×19 (photo: John Hatchitt)

CMBR: What is the difference between working in movies and TV? What is/are the biggest challenge(s) in each one?
JH:
With TV you know it’s a Monday-Friday, where with movies your working days can be all over. Also, with Movies, you have a little more time during the day to get creative with moves/shots and camera rigs. Where with TV the fans really want to see their stars up close.

CMBR: How does the fact of having different director and writer every week affect your job on set?
JH:
Having different directors/writers just adds a variety to our shooting. Harry and Glenn go out weeks before the director to find locations which then gives us a little idea as to what to expect before the scouting and helps us get one foot in the door on the episode. So if there is a chance to do a fun rig we have time to come up with the most efficient way to do it without taking time away from the shoot day.

John Hatchitt behind the scenes of episode 11×06 (photo: John Hatchitt)

CMBR: How has the technical evolution in the latest years affected your job on set?
JH:
With the changing in technology, a lot less equipment is used in Day/Night shooting which helps speed things up. And as cameras are getting smaller, it is easier to rig in new places for different angles.

CMBR: Tell us about set safety and how does it affect/help your daily job on set, such as in a “normal” day or the ones with stunt/special effects sequences.
JH:
Our set-safety is to walk around each day, wherever it is we are shooting and make sure all is good. With the stunts, Tom Elliott is in charge and has extra eyes around but we are there to assist when needed.

The view from a camera rail installed by Hatchitt’s team (photo: John Hatchitt)

CMBR: What is your favorite episode/unsub so far? Why?
JH:
My favorite episodes were in Season 2 with Keith Carradine [who played Frank Breitkopf, on episodes 2×13 “No Way Out” and 2×23 “No Way Out: The Evilution Of Frank”]. It was very interesting and he disappeared with never finding a body.

Camera equipment set on an external filming (photo: John Hatchitt)

CMBR: For finishing, you guys just started filming season 13, what can you tell about what’s in stock for the next year?
JH:
Thank you for allowing me to share this with you and your Criminal Minds fan base. And get ready to spend some time on the edge of your seats. I will share some behind the scenes on Twitter [@johnhatchitt] without giving away too much.

Writing and Editing:  CMBR Team – Patricia Angelica & Dayana Alves Coelho

Vida atrás das câmeras: entrevista com John Hatchitt

Criminal Minds acabou de começar a gravar a 13ª temporada. E, enquanto os cenários ganham vida novamente, conseguimos conversar com um dos membros da equipe de produção mais prolíficos no Twitter, que posta muitas fotos do seus trabalho nos bastidores.

Junte-se a nós e conheça melhor John Hatchitt e seus 13 anos de trabalho em Criminal Minds.

Criminal Minds BR: Em seu perfil no Twitter, além das fotos do seu trabalho em Criminal Minds, vemos muitas fotos de passeios de bicicleta. Quando e como você começou a praticar ciclismo de estrada?
John Hatchitt:
Eu andava de bicileta antes mesmo de entrar para a indústria [do entretenimento], mas aconteceu que o nosso diretor de fotografia, Greg St John’s, andava de bicicleta nas primeiras temporadas e me trouxe de volta. Sabendo o que é preciso para correr, ele me permite ter tempo para treinar e viajar, o que é maravilhoso.

John Hatchitt em uma de suas corridas de bicicleta (foto: John Hatchitt)

CMBR: Como você começou a trabalhar na indústria do entretenimento?
JH:
Eu entrei neste negócio quando os estúdios Disney, na Flórida, estavam sendo construídos, no que era um serviço de uma semana. Quase 30 anos depois, aqui estou com meus três filhos de 29, 28 e 26 anos trabalhando comigo.

CMBR: Conte-nos sobre o seu trabalho em Criminal Minds. Qual costuma ser sua agenda?
JH:
Nossas tarefas diárias são bastante diretas. Meu braço direito e o resto da equipe chegam à locação entre 30 minutos e uma hora antes para descarregar equipamentos. Chego antes do diretor de fotografia para garantir que as montagens das câmeras ou guindastes estão preparados para Greg e diretor verem.

John Hatchitt e sua equipe brincando com Shemar Moore nos bastidores do episódio 10×19 (foto: John Hatchitt)

CMBR: Qual a diferença de trabalhar em cinema e TV?
JH:
Com TV, sabemos que é um trabalho de segunda a sexta, em cinema, pode-se trabalhar todos os dias da semana. Além disso, no cinema, há um pouco mais de tempo ao longo do dia para ser criativo com movimentos/tomadas e equipamentos. Na TV, os fãs qurem mesmo é ver as estrelas bem de perto.

CMBR: Como o fato de haver um roteirista e um diretor diferentes toda semana afeta o seu trabalho no set?
JH:
Ter um diretor/roteirista diferentes apenas nos dá mais variedade na gravação. Harry e Glenn saem semanas antes para encontrar locações que depois nos dão ideias do que esperar e nos ajudam a ficam preparadas para o episódio. Então, se houver uma chance de fazer uma brincadeira, temos tempos de pensar na forma mais eficiente de fazê-lo sem perder tempo no dia da gravação.

John Hatchitt nos bastidores do episódio 11×06, dirigido por Thomas Gibson (foto: John Hatchitt)

CMBR: Como o avanço tecnológico dos últimos anos afetou seu trabalho?
JH:
Com as mudanças na tecnologia, usamos muitos menos equipamentos nas gravações, o que nos ajuda a acelerar o processo. E, como as câmeras estão ficando menores, é mais fácil de fazer instalações em novos locais para conseguir ângulos diferentes.

CMBR: Fale-nos sobre segurança no set e como isso afeta/auda seu trabalho, tanto em dias comuns como em sequências com efeitos especiais.
JH:
A nossa parte de segurança no set é olhar em volta todos os dias, onde quer que estejamos gravando e ter certeza de que está tudo certo. En relação aos dublês, Tom Elliott é o responsável e está sempre de olho, mas também estamo sempre por perto para dar a assistência necessária.

A visão a partir de um trilho de câmera instalado pelo equipe de Hatchitt (foto: John Hatchitt)

CMBR: Qual seu unsub/episódio favorito até agora? Por quê?
JH:
Meus episódios favoritos foram os da segunda temporada com Keith Carradine [que interpretou Frank Breitkopf, nos episódios 2×13 “No Way Out” e 2×23 “No Way Out: The Evilution Of Frank”]. Foi muito interessante e ele sumiu sem deixar rastros.

Equipamento montado em uma filmagem externa (foto: John Hatchitt)

CMBR: Para terminar, vocês acabaram de começar as filmagens da 13ª temporada, o que pode nos dizer sobre o que está por vir?
JH:
Obrigada por me permitir dividir tudo isso com você e o fandom de Criminal Minds. E preparem-se para ficar à beira dos seus assentos. Vou compartilhar algumas coisas dos bastidores no Twitter [@johnhatchitt] sem muitos spoilers.

Redação, Tradução e Edição:  Equipe CMBR – Patricia Angelica & Dayana Alves Coelho

Podcast CMBR 12.20 ‘Unforgettable’

Entrando no clima junino…
Temporada acabando! AEEEEEEEEEEEEEE
O episódio foi bom! É MENTIRAAAAAAAAAAAA

Fomos surpreendidos novamente?! Mais ou menos… mas ainda estamos curiosos e um pouco esperançosos com os doi últimos episódios…

Podcast CMBR 12.18 ‘Hell’s Kitchen’

Episódio bom é assim: a gente vê referências inteligentes, que se interligam e. até a história mais assustadora, pode ganhar beleza, poesia e filosofia. De “O Sol É Para Todos” a “O Senhor Dos Aneis” passando por “Sociedade Dos Poetas Mortos”, um unsub solitário e uma jovem vítima também solitária fazem um episodio cativante e reflexivo.

Para ouvir, baixe aqui: http://bit.ly/2utpUjl

Podcast CMBR 12.17 ‘In The Dark’

Temporada pertinho do fim e não sabemos pra onde vamos…
Caso fraquinho, sonolento… e a prisão do nosso Doutor favorito é apenas dor, sofrimento e… bem… sei lá, né?
Ouçam aí e nos ajudem a pensar alguma coisa sobre tudo isso…

Baixe e ouça: http://bit.ly/2utv9zq

Replicador, 13ª temporada, greve de roteiristas, USC: uma entrevista exclusiva com Harry Bring, o LLPOS de Criminal Minds

É com muito orgulho que a Criminal Minds BR apresenta a sua primeira entrevista exclusiva com um membro da equipe de produção da nossa querida série. Após uma solicitação por Twitter, o produtor Harry Bring respondeu algumas perguntas da nossa equipe sobre o trabalho na série e algumas informações sobre o que está por vir.

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Harry Bring com o People’s Choice Awards

Após tirar a grave dos roteiristas do caminho de Criminal Minds, Harry afirma que vai “amar o resto do hiatus, com certeza”.

Confira a divertida conversa com um dos membros mais acessíveis da equipe de produção de CM.

Criminal Minds BR: Primeiramente, vemos que você é um grande fã das equipes esportivas da USC (University of Southern California). Então, presumimos que você se formou lá. Conte-nos sobre sua época de faculdade.
Harry Bring: Não cursei a USC, infelizmente. Entretanto, dei alguns seminários sobre produção de TV na escola de cinema lá.
Quando tinha 10 anos, meu pai me levou a um jogo de futebol americano da USC e instantaneamente virei um ávido fã do programa esportivo deles.
Tenho ingressos para a temporada de futebol deles desde 1965. Estranhamente, não frequentei nenhuma faculdade. Eu gostaria. Fiz meu caminho trabalhando por mim mesmo e comecei na “sala de correio” em 1964, tornei-me assistente de edição de filme, depois assistente de direção, então, gerente de produção e, finalmente, produtor. Uma longa e abençoada carreira de 52 anos.

CMBR: Todo ano você e a equipe de CM (e de outras séries) fazem campanhas e homenagens à Sarah Jones. Pode nos dizer como a memória da perda dela melhorou as condições de vida no set?
HB:
Para mim, a perda de Sarah Jones carrega muita emoção. Eu fazia parte da equipe de “Army Wives” que contratou Sarah quando ela se formou na faculdade.
Sarah estava em nosso show por quatro temporadas antes de eu sair e vir para CM e ela abriu suas asas para tentar produções diferentes.
Sarah era uma pessoal maravilhosa com muito potencial e a vida dela terminou por causa de uma decisão insegura de trabalho e total falta de liderança.
Uso Sarah como padrão para a segurança em nosso set agora e honramo-la todos os dias, mantendo tudo seguro no set.
Meu grande discurso para nossa equipe no primeiro dia de produção em todas as temporadas é “fiquem em segurança”, “se você vir algo inseguro, diga alguma coisa”. Monitorar a segurança é responsabilidade de cada membro da equipe consigo mesmo e com os outros. Há muitas formas de se ferir, desde um simples tropeção em um cabo até grandes sequências de ação no set que podem causar danos. [entenda história de Sarah Jones AQUI]

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Harry Bring segura uma foto de Sarah Jones no set

CMBR: Você está em Criminal Minds há seis anos. Pode nos contar qual é seu episódio/unsub favorito até hoje?
HB: Foi “The Replicator” (8×24). Trabalhar com Mark Hamill foi um grande prazer. O trabalho de efeitos especiais aéreos e explosivos também foi especial. Passei um tempo com Mark e conversamos principalmente sobre nossos filhos. A filha de Mark era estudante da USC na época, então, tínhamos isso em comum.

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Harry Bring e Mark Hamill

CMBR: Além do progresso tecnológico algo mais mudou na produção de uma série nos últimos 20 anos?
HB:
O aprimoramento da tela verde [conhecido como chroma key] e imagens geradas por computador [CGI] mudaram imensamente a forma como fazemos as coisas. Agora podemos fazer mais fácil e rapidamente o que costumava levar horas e, por vezes, dias. O trabalho que fazíamos em Arquivo X e levava dias, agora leva apenas algumas horas. Avanços realmente agradáveis.
Podemos melhorar ou criar coisas simples como tiros, explosões, acrobacias etc. muito mais facilmente do que no passado.

CMBR: Você é um dos membros mais interativos da equipe de Criminal Minds. Posta muitas fotos dos bastidores e agradecemos muito por isso. Você usa as mídias sociais para ver as reações do público à série? Como acha que a opinião do público nas redes sociais influencia uma série hoje em dia?
HB:
Eu checo as reações dos fãs à maioria dos meus posts de bastidores. Presto atenção às reações e menciono algumas coisas à equipe de criação, eles tomando medidas sobre isso ou não. Nossa equipe de roteiristas também presta atenção aos posts e requisições das mídias sociais. Eles costumam tentar tomar medidas sobre os pedidos dos fãs, mas, por diversas razões, poucos desejos podem ser garantidos. Sei que os fãs querem que certas coisas aconteçam, mas há muitas razões criativas que impedem de abordar seus desejos.

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Harry Bring na mesa de leitura de um dos episódios da 12ª temporada

CMBR: Pode nos contar como é seu trabalho em Criminal Minds? Tipo, você tem algum dedo no desenvolvimento de enredos?
HB:
Meu trabalho como um produtor de linha é, basicamente, comandar tudo sobre a produção física. Calendário, planejamento, financeiro. Certifico-me de que não vamos estourar o orçamento, enquanto supervisiono o dia a dia de trabalho, tanto no set quanto em preparação. Basicamente, sou o capitão do navio. Eu meio que piloto o navio. Faço os “enredos” ganharem vida da melhor forma possível.
Minha contribuição criativa geralmente vem da abordagem aos nossos desafios orçamentários. Por exemplo, se um roteirista escreve uma sequência em um circo e não podemos pagar, vou sugerir um parque de diversões. A história pode permanecer a mesma e podemos pagar um parque. Hehehe!

CMBR: Você tem experiência em alguns shows de longa duração, alguns, como X-Files e Criminal Minds, sobre assuntos controversos. Como produtor, como você equilibra o enredo-base de uma série, a criatividade dos roteiristas, a possibilidade de colocar tudo em prática (em termos de orçamento e tal) e o interesse do público?
HB:
Ótima pergunta! Meus programas de longa duração: Melrose Place (novela), Arquivo X (ficção científica misturada com aplicação da lei), Army Wives (a vida daqueles deixados para trás por maridos e esposas que estão na guerra), Criminal Minds (drama de processo criminal). Todos diferentes de muitas maneiras. Meus primeiros mentores neste negócio me ensinaram uma coisa: “seja um camaleão”. Adapte-se ao projeto, aos problemas e ao dia. Ótimo conselho e dou-lhes crédito por meu sucesso. Cada dia é diferente. Cada hora é diferente. Delegue, reaja, solicite, passe para a próxima tarefa ou desafio.

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Glenn Kershaw, Danny Ramm, Harry Bring, Joe Mantegna e um amigo de Joe

CMBR: A série mudou sua “fórmula” nos últimos anos, com mais histórias pessoais e arcos mais serializados e isso é bastante polêmico entre os fãs. Pode contar por que e como os produtores decidiram fazer isso?
HB:
A série mudou, especialmente nos seis anos em que estive aqui. Nunca fugimos das histórias sobre assassinos em série ou crimes malignos. Realmente embelezamos as histórias de acordo com padrões e práticas da rede. Em várias temporadas passadas, adicionamos mais às histórias pessoais de nossos personagens. Acho que o público gosta de ver/ouvir sobre a vida pessoal dos indivíduos. Isso aumentou dentro do show e acho que é parcialmente em reação aos fãs que querem ver mais sobre a vida dos personagens. Alguns são feitos dentro de episódios que têm uma solução mais rápida e teriam mais tempo para contar histórias pessoais.

CMBR: Criminal Minds traz assuntos muitos obscuros e sempre se destacou dentre os dramas criminais por mostrar tudo de forma mais realista. Isso já gerou problemas com a classificação indicativa?
HB:
O departamento de “Padrões e Práticas” da CBS nos mantém à frente. Começando com o script até o episódio finalizado, eles se certificam de que seguimos suas orientações de televisão responsável para seu público. Temos limites para retratar violência, conteúdo sexual, ações perturbadoras que seriam ofensivas para o público. Isso é bom.

CMBR: Pode nos contar algo sobre as negociações com o elenco para a 13ª temporada?
HB:
A 13ª temporada está garantida. Oba! Nos deram 22 episódios e o primeiro vai ao ar em 20 de setembro, nos EUA. O que sei até agora é que todo o elenco assinou para a próxima temporada, seja por um novo contrato ou uma extensão do antigo. A potencial greve dos roteiristas foi evitada noite passada, quando os roteiristas assinaram contrato para os próximos 3 anos. Oba!

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Mathew Gray Gubler e Harry Bring

CMBR: Estamos ansiosos pelo próximo marco de Criminal Minds. Existe algum esboço do que vocês gostariam de mostrar aos fãs na 13ª temporada e no episódio 300?
HB:
Como a sala dos roteiristas não volta ao trabalho antes do início de junho, não sei as histórias ou a direção que nossa série vai tomar. Como vocês verão em breve, há um grande cliffhanger no episódio 22. Então, haverá algumas grandes histórias para escolher e mostrar à audiência na estreia da próxima temporada.
Mal posso esperar para ver o que está reservado para vocês, público, e para mim, o capitão do navio.

CMBR: Para terminar, o seu apelido no Twitter é LLPOS. E sempre tivemos curiosidade sobre o significado disso…
HR:
LLPOS é uma sigla para “Low Life Piece Of Shit” (“Pedaço de Merda e Escória”, em tradução livre). É meu apelido há 24 anos e foi dado pela equipe e pelo elenco de Melrose Place. É um apelido cativante. Engraçado. Não meu eu verdadeiro. Tem a ver com meu estranho senso de humor. Espero que não se sintam ofendidos.

Tradução e edição: Patricia Angelica & Dayana Alves Coelho