Shemar Moore reflete sobre sua carreira e projetos futuros

Shemar Moore ganhou o prêmio de Melhor Ator em uma Série Dramática por seu trabalho em Criminal Minds no NAACP Image Awards 2015.

Depois de pegar seu prêmio, ele foi para os bastidores e refletiu sobre o que sua vitória significava.

Em seu discurso de abertura, ele refletiu sobre sua carreira e até onde ele chegou:

Sozinho no meu quarto, às vezes eu sou um fã. Tipo, se eu perder, eu vou perder para [LL] Cool J. Eu estou bem com isso. Eu olho para as pessoas, por mais estranho que pareça, as pessoas que olhamos para… Matthew McConaughey chegou lá em cima no Oscar, disse que ele estava tentando se encontrar, e ele queria encontrar seu novo eu. Eu não me lembro exatamente o discurso, mas vocês sabem do que estou falando.

Shemar Moore após ganhar o NAACP Award.

Shemar Moore após ganhar o NAACP Award.

Madonna – Em quantas pessoas diferentes, depois de “Like a Virgin”, ela se transformou? Oprah Winfrey, quando ela começou e quem ela é agora. Ela deve ser o nosso próximo presidente… Eu sou um sonhador. Honestamente, e eu espero que você não tome isso de uma forma arrogante ou estranha, por tudo que eu fiz em 21 anos, você está certo, desafiei-me a crescer e me reinventar. Em 21 anos, sinto que a indústria não me conheceu ainda. Eles apenas conheceram uma parte de mim. Um tanto foi, em tempo, meu amadurecimento, ficando confiante em mim mesmo, não dependendo de truques, não me deixando preso em uma caixa.

Estou muito animado sobre os próximos 20 anos. Estou muito animado sobre este ano. Eu fiz a produção executiva, paguei com meu próprio dinheiro, tomei eu mesmo um risco. Eu co-estrelo, com Bill Bellamy e Nadine Velazquez, no meu filme chamado “The Bounce Back“. Acabei de terminar a edição, apenas uns dias atrás. Nós estamos indo às compras, começar a distribuição, e espero que ele vá estar nos cinemas neste outono. Eu acredito nisso e acho que vai chocar as pessoas. O que eu quero a partir deste filme não é fama. Se o dinheiro vier, ótimo, eu não vou mentir, mas espero que esse filme vá ser tipo, quem sabe…me darem apertos de mão, eu não entendo muito bem ainda. Com tudo o que fiz, eu sei que há muito mais que eu posso fazer.

Shemar Moore, Nadine Velazquez e Bill Bellamy no Toronto International Film Festival 2014, divulgando "The Bounce Back".

Shemar Moore, Nadine Velazquez e Bill Bellamy no Toronto International Film Festival 2014, divulgando “The Bounce Back”.

Se você quiser falar – novamente, não de um jeito arrogante – se você quiser fazer um “menino”, se você quer “um abdômen estilo ‘pacote de seis'”, se você quiser falar… Isso é o que eu tenho aos montes. Quantas entrevistas você faz? Por que você ainda está solteiro? Eu não sou mais solteiro. O nome dela é Shawna Gordon. Ela é jogadora profissional de futebol. Ela joga no Sky Blue, em New Jersey. Olhe para ela, ela é real. Ela é muito linda, e é uma doce, doce, doce garota.

Para responder a sua pergunta, sinto-me humilde, abençoado e orgulhoso da minha carreira de 21 anos, mas há pessoas fazendo coisas que eu sei que posso fazer, e que ainda não tive a oportunidade de fazer. Eu não vou ficar sentado esperando o telefone tocar, ou sentar em uma cadeira em um corredor e esperar que alguém goste de mim. Se o telefone tocar, eu vou atendê-lo, mas se isso não acontecer, vou buscar minha própria chance. Basta prestar atenção ao que eu vou fazer nos próximos anos, porque eu estou realmente animado sobre isso e eu estou determinado.

Shemar e sua namorada Shawna Gordon, no NAACP Awards 2015.

Shemar e sua namorada Shawna Gordon, no NAACP Awards 2015.

O que você gosta na TV atualmente? O que é inspirador? O que tem o seu apoio?

Shemar Moore: Eu não tenho muito tempo para ver TV, então eu tenho TiVo [um tipo de DVR]. Eu entendo porque Criminal Minds é bom. Estou nesse programa, por isso espero que isso é parte da razão. “The Boss“, com Kelsey Grammer. “Ray Donovan“, com Liev Schreiber. O que mais? “Boardwalk Empire” foi um grande show. Eu amo o que Kerry Washington está fazendo. Eu a vi nos bastidores. Ela entregou meu prêmio esta noite e aquilo, tipo, me deixou confuso. Eu literalmente não sabia o que dizer no palco. Eu acho que eu falei sobre a bunda da minha namorada e Oprah, tudo no mesmo discurso, o que é meio estranho.

Eu só acho que “Empire“… Eu fiz o irmão de Terrence Howard, em um filme com pouco brilho, quando comecei a trabalhar na indústria, chamado “Never Too Big”. Foi chamado de “Butter”, em primeiro lugar. Estou feliz por Terrence. Ele é um grande talento. Taraji P. Henson. Eles estão arrasando. Eles estão acabando com a gente na quarta-feira à noite. Eu não estou mal, na verdade… Eu poderia interpretar o irmão de Terrence Howard novamente. Só dizendo.

Shemar no filme "Never 2 Big", de 1998.

Shemar no filme “Never 2 Big”, de 1998.

Há um monte de coisas na televisão e está tudo evoluindo. Eu amo o fato de que o multi-cultural está voltando. Se você olhar para “Don Cheadle”… e há comerciais agora. Houve um comercial no ano passado, durante o Super Bowl, um comercial do Cheerios que, tipo, abalou as pessoas e gerou controvérsia. Estou aqui metade negro e metade branco, aos 44 anos. O presidente dos Estados Unidos é metade branco e metade negro, então eu acho que nós precisamos superar isso e contar histórias juntos. Estamos chegando lá.

Minha pergunta para você é, o que o inspirou a se tornar ator? Você está falando sobre o que planejou para os próximos 21 anos, mas qual é a sua inspiração para continuar se esforçando para continuar a sua carreira?

Shemar Moore: Para manter o esforço é ouvir meu nome sendo chamado hoje à noite, as pessoas prestando atenção ao que era apenas um sonho meu há um tempo atrás. Minha mãe, meus amigos, minha família não assinaram embaixo desse sonho. Eles teriam dito, “estamos felizes por você, mas se nós estivéssemos apostando em Vegas, não estaríamos apostando em você”. Ninguém na minha família ou amigos nunca tinha atuado ou feito o que fiz. Eu sou um sonhador e eu sempre apostei em mim mesmo e eu me joguei com fé.

O que me inspirou? Eu era realmente um garoto muito tímido. Meu sonho inicial era jogar beisebol profissional e, se estivesse no meu caminho, para o Boston Red Sox. O lado da família da minha mãe é de Boston. Meu tio, irmão da minha mãe, me colocou na minha primeira equipe da liga júnior. No primeiro ano, eu era terrível, mas depois eu consegui melhorar e, em seguida, a genética, Deus, qualquer que seja, eu fiquei bom. Eu estava quase bom o suficiente. Eu fui convocado por Boston e Baltimore quando estava saindo do ensino médio. Minha mãe não me deixou ir para a seleção, porque ela queria que eu tivesse um diploma universitário. Quando chegou a hora de colocar terno e gravata e começar um verdadeiro trabalho – sem ofensa para as pessoas que fazem isso – eu sabia que eu tinha um jeito diferente. Eu peguei uma chance. As coisas me levaram para modelar e fazer comerciais e modelo ruim. Confie em mim, ruim. Olhe para minhas fotos. Internacional Male, Mervyn, é ruim. Minha bunda e minhas pernas eram grandes demais para caber nas roupas. Eu não ia durar muito tempo.

Shemar Moore e sua mãe, Marilyn Wilson.

Shemar Moore e sua mãe, Marilyn Wilson.

Eu era muito tímido. Eu era muito tímido e costumava ver as crianças na escola, no ensino médio, faculdade, e eu pensei que era fascinante que eles iriam entrar em um teatro e colocar figurinos, perucas e tudo o mais e interpretar. Estas foram as crianças com quem eu fui para a aula, mas quando eu os vi no teatro, eles estavam completamente diferente do que eu os conhecia. Eu disse, quer saber? Talvez eu possa entrar nessa coisa de atuação e isso vai me dar a coragem, me dará a coragem de ser algo que eu não me permito ser na vida real. Isso evoluiu em me arriscar e em uma carreira de ator e sorte, eu nasci.

Teve algum episódio de Criminal Minds que realmente te tocou?

Shemar Moore: Em Criminal Minds? O que me deixa mais orgulhoso, eu venho fazendo – não sei os números exatos, 238 episódios até agora, talvez um pouco mais. Isso é um marco em si. Estar em um show por 10 anos. Para um garoto com um sonho, que era apenas uma estrela de novela, que era apenas um ‘pacote de seis’, e agora eu tenho 10 anos em um programa muito sério, um drama criminal muito obscuro, eu estou orgulhoso dele. Hoje à noite, eu descobri que as pessoas estão prestando atenção. Eu sou lembrado pelos fãs. Meus fãs são algo sério. Eles são tão leais. Eu digo a eles no Twitter, Facebook, eu quero que eles me levem a sério, porque se as pessoas não estão me observando, não há nada melhor para me fazer ir trabalhar e fazer tudo isso.

Shemar e sua mãe Marilyn no Bike MS, corrida apoiada por ele e em prol da pesquisa da Esclerose Múltipla.

Shemar e sua mãe Marilyn no Bike MS, corrida apoiada por ele e em prol da pesquisa da Esclerose Múltipla.

Se eu tiver que dizer, há uma história que eu estou realmente orgulhoso de ter feito em Criminal Minds, na segunda temporada. Eu acho que foi o episódio 12. Foi um episódio chamado “Profile a Profiler” [na verdade, o episódio se chama “Profiler Profiled”, e realmente é o episódio 12 da 2ª temporada]. Então, novamente na oitava temporada, tipo que no meio da temporada, houve um episódio chamado “Restoration” [8×18]. É onde meu personagem, Derek Morgan – Derek Morgan é o macho alfa. A maneira que eu o descrevo é que ele é o primeiro no prédio em chamas e o último a sair, porque ele quer cuidar de sua família, ele quer ser o irmão mais velho e protetor.

Ele tem vulnerabilidades. Eu disse aos produtores e escritores que eu não queria que ele fosse apenas um clichê unidimensional. Eu não queria ser apenas um negro forte que chuta portas, diz coisas duras e algema os caras. Eles me deram níveis conforme as temporadas se passaram. Nestes poucos episódios em particular, que era um caso de abuso sexual em que meu personagem tinha sido molestado por um mentor, meu treinador de futebol na infância. Meu pai na história foi morto a sangue frio em uma loja de bebidas e meu personagem presenciou isso. Eu tinha 10 anos de idade. Este homem me levou e me ensinou a jogar futebol, mas, ao mesmo tempo, estava se aproveitando.

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Shemar Moore na 10ª Temporada de Criminal Minds.

Nós meio que só tateamos esta idéia e eu disse, para mim, como um homem negro – agora eu sou metade negro e metade branco, mas não me entendam mal, eu tenho muito orgulho de ser negro. Meu pai correu com os Panthers. Ele era muito amigo da mãe de Tupac. Há muita coisa que você não sabe sobre mim que você vai descobrir nos próximos 20 anos. Eu não posso dizer para você na tela, em Criminal Minds. Eu não posso dizer a você no palco do Image Awards. Eu vou encontrar um jeito, se vai ser um livro, um show de um homem só, eu quero que você saiba que você está lidando com quem está perseguindo seu sonho. Quando eu morrer, eu não morro com Hollywood e o tipo de estrela que eu fui. Quando eu morrer, meus filhos e meus entes queridos então vão saber que tipo de homem que eu era, e saber que eu nunca esqueci e sempre respeitei o lugar de onde vim.

Eu sei que é um monte de respostas para sua pergunta, mas “Restoration” e “Profile Profiled” eram a história de um homem negro, eu, sendo molestado. Você sabe, na comunidade negra, que é algo para você levar para o seu túmulo. Eu sei que, por contar essa história, as pessoas tem me contado por cartas e respostas, que eu as libertei a se livrar da culpa, a se livrar da vergonha, para se sentir melhor sobre si mesmos e suas vida. Na vida real.

Meu sonho e minha habilidade de interpretar na televisão tem afetado a vida real das pessoas. Isso é o que meu deixa mais orgulhoso em minha jornada tão longa em Criminal Minds.

Tradução: Patricia Angelica

Edição: Dayana Alves Coelho

Fonte/Source: The Source

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