Matthew Gray Gubler irá te deixar com muito medo

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O querido ator, que costumamos ver na frente da câmera, como Dr. Spencer Reid, passou para trás das cenas esta semana como diretor.

E quando parece que um monstro está matando pessoas em uma variedade de casos, isso é apenas um mergulho de cabeça no gênero horror.

Como tive a chance de ver o episódio 21 da 10ª temporada de Criminal Minds, posso dizer que esse é um dos mais assustadores da história da série, então fiquei feliz de falar ao telefone com Gubler e atormentá-lo sobre tal susto de uma hora.

Vamos ver o que ele tem a dizer sobre algumas das escolhas feitas, como ele assegurou que a audiência terá alguns choques graves e como ele persuadiu um desempenho verdadeiramente assustador de seu colega de elenco Thomas Gibson…

TV Fanatic: Sei que você já dirigiu no show antes, mas neste definitivamente você parece ter conseguido algo bem diferente, certo?
Matthew Gray Gubler: Acho que em cada um deles eu realmente tentei fazer algo diferente, único e especial. Este, é claro, é um pouco mais implacável na busca de aterrorizar o público. Sinto que esse é meu forte como diretor. O episódio inteiro, Breen [Frazier, que escreveu o episódio] e eu queríamos apresentar como um truque de mágica, onde você acha que algo é de um jeito e depois acaba sendo outra coisa e ter o tapete puxado continuamente. Era o início da provocação até o fim. Eu acho que é uma peça muito poderosa, e muito disso tem a ver com a escrita.

Matthew mostrando seu lado de diretor no episódio 10x21

Matthew mostrando seu lado de diretor no episódio 10×21 “Mr. Scratch”

TVF: Quais foram os desafios que você enfrentou, porque é fácil exagerar naquelas cenas de horror e as suas não são assim.
MGG: Eu sou um grande fã do gênero horror e do gênero de fantasia, mas para mim o maior desafio é a moderação. Eu sempre tive que fazer isso com todos os episódios de Criminal Minds que tenho feito. Meio que expressando uma realidade onde você está, então, é capaz de fazer o absurdo parecer extra-assustador porque é realmente crível.
Qualquer coisa, na sala de edição, diligentemente corta-se os momentos que você quer ver para que o público fique na ponta da cadeira, incapaz de desviar o olhar. É tomar suas lindas tomadas, e está tirar as coisas de que você está orgulhoso, e obrigar-se a não mostrar tudo ao mesmo tempo.

TVF: Este caso é baseado em algum tipo de caso real?
MGG: Sabe, ainda bem que não. A história é precisa, em termos de Satanic Panic, e à época, meados dos anos 80, quando as crianças culpavam Satanás e tudo acabou sendo desmascarado, a história dele é verdade, mas o caso em si não é.

TVF: Quem ou o que veio com aquele som de monstro? Porque, eu tenho que dizer, eu amei o som do monstro.
MGG: Oh, fui eu. Obrigado. Obrigado, obrigado, obrigado. Eu gastei, sem brincadeira, uma hora e meia apenas aperfeiçoando esse som. Eu não queria contar, mas eu vou. Estava no roteiro que havia este rosnado sobrenatural que estava vindo do cão e assustando as pessoas. Eu tentei um leão. Eu tentei um porco. Eu tentei de tudo, até que finalmente percebi que a coisa mais assustadora é o som de uma arara, um tipo de ave.
Muito estranha, eu acho, em um nível primal [e] realmente ressoa com as pessoas e foi apenas tipo uma construção que em uma estrutura de três partes e certificando-se de que os três momentos em que parece, eu queria que eles sentissem o mesmo escalar da tensão, para que você não saiba que era arara.

TVF: Então é uma arara de verdade, ou alguém fazendo uma arara?
MGG: É uma arara de verdade!

TVF: Oh, incrível. Foi mesmo assustador. Eu amei. Ok.

MGG: Obrigado. Oh, obrigado.

Storyboard de uma cena de

Storyboard de uma cena de “Mr. Scratch” feito por Matthew Gray Gubler.

TVF: Sim. Agora eu sei que você está no episódio, não muito, mas você está lá. É uma coisa louca para você? Eu continuo dizendo bizarro, é a minha palavra do dia depois de ver este episódio.
MGG: Eu gosto disso. Eu gosto dessa palavra. Uma palavra boa, apropriada para este episódio.

TVF: Ao dirigir a si mesmo, você é um diretor que apoia, ou faz o tipo de repreender a si mesmo e dizer: “Você não está fazendo um bom trabalho,” e “dê-me mais”, como um diretor mais pesado?
MGG: [Risos] Boa pergunta. É sempre um pouco de desafio, mas eu realmente tenho muita confiança na minha performance como diretor e isso me ajuda potencialmente, estranhamente, é mais fácil atuar naqueles episódios em que eu dirijo porque eu sinto que preciso fazer o meu melhor em todos os pontos, porque não quero perder tempo em ter que fazer takes extras de mim mesmo.
É um pouco difícil dirigir-se. É estranho, de várias maneiras é muito fácil e em outras é um tipo de desafio. A única coisa que é uma chatice sobre isso é que o diretor em mim quer ver o monitor, mas é claro que eu estou em cena, então realmente não posso fazer isso, mas eu tenho de dirigir a cena de dentro.

Matthew e Elliott Smith nos bastidores de

Matthew e Elliott Smith nos bastidores de “Mr. Scratch”.

TVF: Há uma criança no episódio e estou curioso sobre como foi trabalhar com uma criança como diretor?
MGG: Sim, eu adoro dirigir crianças e muitos dos meus episódios as tiveram. Eu acho que funciona muito bem com crianças e animais. É ótimo. Uma criança excepcionalmente brilhante, o nome dele é Elliott Smith, realmente um grande talento e ele tinha um monte de perguntas sobre o monstro. Mas, é claro, as crianças podem relacionar-se quase mais do que os adultos para a ideia de um monstro estar debaixo de sua cama. Então ele entendeu tudo e fez um grande trabalho.

TVF: Fiquei realmente encantado com o desempenho de Gibson no episódio. Acho que ele fez um trabalho muito bom. Sem estragar o que acontece com ele, você pode falar sobre o trabalho com ele nisso?
MGG: Obrigado. Eu tive uma boa vantagem porque tenho trabalhado com ele como diretor e ator por uma década. Então sei totalmente o quão talentoso ele é do que ele é capaz e nós falamos a mesma língua. Ele é como meu irmão. Nós falamos a mesma língua e nós dois estávamos do mesmo objetivo – de contar a melhor história possível e eu tenho muita confiança nele como ator e ele tem muita confiança em mim como diretor e não poderia ter sido um prazer maior trabalhar com ele. Na verdade, foi uma viagem muito especial para ele.

Hotch em perigo no episódio 10x21

Hotch em perigo no episódio 10×21 “Mr. Scratch”…

TVF: Mais uma vez, sem estragar muito, eu tenho a sensação de que nós podemos ver um pouco do que acontece no episódio nos levar a episódios futuros. Você pode falar sobre isso?
MGG: Obrigado. Breen Frazier escreveu este episódio e outros três que eu dirigi [e] ele e eu somos muito parecidos. O mesmo tipo de narrativa que fica sob a pele e te persegue e assim com Criminal Minds, a melhor maneira de fazer isso é ter um episódio um tanto quanto aberto e eu não estou indo muito longe, mais uma vez, mas nós gostamos de deixar alguma pergunta que faz as pessoas pensarem um pouco mais sobre o que viram do que se você apenas envolvê-los imediatamente. Este último que nós trabalhamos juntos teve um final muito semelhante, onde você não estava muito certo do final. Eu adoro fazer isso com qualquer tipo de direção.

TVF: Diga-me o que mais você está fazendo fora do show. Eu sei que você acabou de fazer algo no Upright Citizens Brigade em Los Angeles.
MGG: Ah, sim. Eu tenho feito muita coisa. Tento ficar muito ocupado. vou gravar um filme em junho, estou realmente animado com ele, eu vou atuar nele. Estou fazendo muito mais comédia. Amo fazer coisas da UCB. Estou vivendo a minha vida, como sempre, tentando entreter as pessoas.

Matthew no UCB Theatre LA.

Matthew no UCB Theatre LA.

TVF: O que exatamente faz um monólogo? [Gubler fez um monólogo no mais recente show da UCB que ele apareceu]
MGG: Um monólogo, eles fazem esse show incrível de improviso onde eles têm um anfitrião convidado que sobe ao palco e pega recomendações de palavras a partir da audiência. Em seguida, uma vez que o público diz algo, como ‘chiclete’, eu tenho que contar uma história de quatro minutos que me aconteceu, que envolveu ‘chiclete’ ou alguma associação livre e contar algumas histórias e, em seguida, a trupe vai encenar a história. É muito engraçado e muito divertido. Eu amo muito todos na UCB, e meu coração se arregala na comédia por isso é tão bacana ser parte de algo ali.

Tradução/Translated by: Patricia Angelica.

Edição/Edited by: Dayana Alves Coelho.

Fonte/Source: TVFanatic

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