Matthew Gray Gubler fala sobre seu estilo de direção extra-assustador

Para o episódio de Criminal Minds desta quarta-feira, o membro do elenco Matthew Gray Gubler foi novamente para trás das câmeras, dirigindo um roteiro do três vezes colaborador Breen Frazier, o que significa que os telespectadores podem contar com algo pra lá de especial.

Tendo dirigido episódios do drama criminal em sete ocasiões anteriores – incluindo o infame caso das “marionetes humanas” da 8ª temporada – Gubler desta vez trouxe à vida o mistério de várias pessoas sem conexão aparente que são assombrados pelo titular de “Mr. Scratch”, um “monstro de sombras” empunhando garras. Aqui, o ator/diretor fala sobre o seu mais recente esforço e revela o que lhe dá arrepios.

TVL: Foi apenas a sorte de você ter sido sorteado para trabalhar com Breen Frazier novamente, em “Mr. Scratch”?
Matthew Gray Gubler: Não neste momento… Este é o nosso terceiro juntos [incluindo “Lauren” da 6ª e “Blood Relations” da 9ª], ele e eu temos um estilo quando se trata de contar histórias e temos um propósito muito parecido. Ele sempre foi o mais próximo do “Spencer Reid da vida real” que eu conheço, então é claro que nós nos damos tremendamentebem. Eu amo a sua escrita, ele ama minha direção. Nós não poderíamos ser uma equipe melhor.

Matthew Gray Gubler e Breen Frazier são uma dupla e tanto nos episódios mais chocantes e assustadores de Criminal Minds.

Matthew Gray Gubler e Breen Frazier são uma dupla e tanto nos episódios mais chocantes e assustadores de Criminal Minds.

TVL: Uma vez peerguntei à [showrunner] Erica Messer o que você traria para seus episódios que são tipicamente bastante assusyadores, e ela sugeriu que os roteiristas fazem tramas a mais para você.
MGG: [Risos] Acho que é bem por aí!

TVL: Por que você acha que os episódios que você dirige tendem a ser particularmente inquietantes?
MGG: Sabe, eu tento me aproximar de dirigir do ponto de vista mais clássico que se possa imaginar. Muitas das minhas influências são dos antigos filmes expressionistas alemães e dos primórdios do cinema noir. Eu acho que é um ritmo mais lento, um estilo mais subjetivo, menos cruento de dirigir, e isso serve muito bem para nossos episódios. As pessoas sempre vão ter mais medo do que elas não veem, então, fazer isso vai ser sempre um jeito de deixar esses episódios extremamente assustadores. Criminal Minds sempre tem um pouco de contenção, penso eu, o que integra um ótimo cinema assustador.

TVL: Tipo, só nos dá dicas dos monstros. Mantém as pessoas adivinhando o que poderia estar logo ali.
MGG: Exatamente.

TV: Este episódio toca em “SRA”, o movimento de Ritual Satânico de Abuso dos anos 1980. Você fez alguma pesquisa sobre isso, para ter um pano de fundo?
MGG: Estou, naturalmente, muito familiarizado com ele, depois de ter estado em Criminal Minds por uma década, onde ele apareceu algumas vezes. [Risos] Mas é algo interessante, e Breen tipo que cresceu naquela época, por isso também tem relevância para ele.

TVL: Sendo fã de quadrinhos, você, como eu, deve ter tido alguma “Scarecrow” neste unsub controlador de mentes?

MGG: Oh, obrigado! É interessante, eu nunca pensei nisso, com aquele gás [e predador de medos]… Tenho certeza de que em um nível inconsciente eu o fiz. Eu sou um grande fã de todas as versões do Batman, e especialmente os vilões do Batman, mas isso só me ocorreu. Eu fui mais influenciado, sinceramente, por Nosferatu, por F.W. Murnau… Todo o trabalho de sombras nele.

TVL: Sim, eu vi cenas onde o unsub se mantém na sombra parcial ou fora de foco, por isso, não se consegue ter uma ideia de com que ele se parece.
MGG: É engraçado, eu faço o que normalmente não é feito na TV, que é tentar mostrar menos. Quero que o público se incline para a frente, eu quero tê o unsub suavemente sussurrando para que o público tenha de estar na ponta da cadeira para ouvir o que ele está dizendo, e, assim, ser hipnotizado. É uma tática que eu sempre tentei empregar ao dirigir qualquer coisa – e é especialmente eficaz neste episódio.

Mr. Scratch é o personagem assustador que assombra o episódio 10x21 de Criminal Minds.

Mr. Scratch é o personagem assustador que assombra o episódio 10×21 de Criminal Minds.

TVL: Qual foi a coisa mais interessante desta vez como diretor?
MGG: Seria o [nome do personagem redigido] ângulo de tudo isso, e fazer um trabalho que termina corretamente. Ele termina de uma maneira muito sutil e quieta, o que é muito contraditório com os primeiros 41 minutos do episódio, que é uma espécie de trem de carga implacável de loucura. Esse foi o maior desafio, certificar-me de que a última cena funciona, e que isso vai fazer você pensar, e que, espero, deixe você com um monte de perguntas na cabeça, o que deixa o episódio fresco em sua cabeça por semanas a fio.

TVL: Certo, porque eu certamente não considero que essa história acabou.
MGG: Nem eu.

TVL: Então, quais são os seus medos? Do que Matthew Gray Gubler tem medo?
MGG: Isso soa totalmente louco, mas eu tenho medo de búfalos, e do Abominável Homem das Neves. Tenho muito medo de grandes animais. [Risos] Há uma espécie de pré-história perturbadora e assustadora sobre búfalos. Então, ambos, juntamente com cerca de outras 1.000 neuroses!

Matthew e Kiko Ellsworth, ator convidado do episódio 10x21.

Matthew e Kiko Ellsworth, ator convidado do episódio 10×21.

Matthew Gray Gubler on His Extra-Spooky Directing Style

For this Wednesday’s Criminal Minds (CBS, 9/8c), cast member Matthew Gray Gubler again stepped behind the camera, directing a script by three-time collaborator Breen Frazier, which means viewers can count on an especially “out there” installment.

Having directed the crime drama on seven previous occasions — including Season 8’s infamous “human marionettes” case — Gubler this time brought to life the mystery of several people with no apparent connection who are haunted by the titular “Mr. Scratch,” a talon-wielding “shadow monster.” Here, the actor/director previews his latest twisted effort and reveals what gives himself the heebie jeebies.

TVLINE | Was it just the luck of the draw that you worked with Breen Frazier again, on “Mr. Scratch”?
No, at this point… This is our third one together [including Season 6’s “Lauren” and Season 9’s “Blood Relations”], and he and I have such a shorthand when it comes to storytelling that we’re sort of paired on purpose. He’s always been the closest thing to “the real-life Spencer Reid” that I know, so of course we get along tremendously. I love his writing, he loves my directing.… We couldn’t be a better team.

Matthew Gray Gubler directed 'Mr. Scratch', Criminal Minds episode 10x21.

Matthew Gray Gubler directed ‘Mr. Scratch’, Criminal Minds episode 10×21.

TVLINE | I once asked [showrunner] Erica Messer what is it that you bring to these episodes that they’re typically especially creepy, and she suggested the writers put their “extra-twisted hat” on for you.
[Laughs] I think that’s pretty accurate!

TVLINE | Why do you think the episodes you direct tend to be particularly unsettling?

You know, I try to approach directing from the most classic standpoint imaginable. A lot of my influences are from the old German expressionist films, and early film noir. I think it’s a slower-paced, more subjective, less gory style of directing, and that services our episodes really well. People will always be the most scared of what they can’t see, so doing that will always make these episodes extra creepy. Showing a bit of restraint is, I think, integral to good, spooky filmmaking.

TVLINE | Like, only show us the tips of the monster’s talons. Keep people guessing what the hell could possibly be around the corner.

Exactly.

TVLINE | This episode touches upon SRA, the Satanic Ritual Abuse movement from the 1980s. Did you make a point to do any research on that, for background?
I’m of course very familiar with it, having been on Criminal Minds for a decade, where it has come up a few times. [Laughs] But it’s an interesting thing, and Breen sort of grew up in that era, so it also has a relevance to him.

TVLINE | Being a comic book fan, but did you, as I did, get any kind of a Scarecrow vibe from this mind-controlling UnSub?
Oh, thank you! It’s interesting, I never thought of that, with the gassing [and preying on fears]…. I’m sure that on a subconscious level I did. I’m a big fan of every version of Batman, and especially the Batman villains, but that just occurred to me. I was more influenced, truthfully, by Nosferatu, by F.W. Murnau…. All the shadow work in that.

Episode 10x21 "Mr Scratch".

Episode 10×21 “Mr Scratch”.

TVLINE | Yes, I picked up on that in scenes where you kept the UnSub in partial shadow or just out of focus, so we can’t quite get a grasp on what he looks like.
It’s funny, I do what is normally not done on TV, which is trying to show less. I want the audience to lean forward, I want to have him softly whispering so the audience has to be on the edge of their seat to hear what he is saying, and thus be hypnotized themselves. It’s a tactic I’ve always tried to employ with directing anything – and it’s especially effective in this episode.

TVLINE | What was your most interesting nut to crack this time as director?
That would be the whole [character name redacted] angle of it all, and making the ending work properly. It ends in a very subtle and quiet manner, which is very contradictory to the first 41 minutes of the episode, which is sort of an unrelenting freight train of craziness. That was the biggest challenge, making sure that the last scene works, that it makes you think, and that it, hopefully, leaves you with a lot of questions in your mind, which leaves the episode fresh in your brain with weeks to go.

TVLINE | Right, because I certainly don’t consider this story to be over.
Neither do I.

TVLINE | So what are your fears? What is Matthew Gray Gubler afraid of?
This sounds totally crazy, but I’m terrified of buffaloes, and of the Abominable Snowman. I’m very scared of large beasts. [Laughs] There’s something sort of prehistorically disturbing and haunting about buffaloes. So, both of those — along with about 1,000 other neuroses!

Tradução/Translated by: Patricia Angelica.

Edição/Edited by: Dayana Alves Coelho.

Fonte/Source: TVLine

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