A chefe de Criminal Minds fala das ‘muitas’ lições de spinoff aprendidas, mais o episódio que vai te deixar ‘maluco’

As coisas não seram exatamente “os negócios de costume” na BAU nesta quarta-feira em Criminal Minds, quando a equipe é chamada a ajudar a resolver um crime brutal cometido contra americanos fora dos EUA.

No episódio spinoff plantado, intitulado “Beyond Borders”, o chefe da Unidade Internacional,  Jack Garrett (interpretado pelo veterano de “CSI: NY”, Gary Sinise) estende a mão para Hotch & Cia. quando o rapto de uma família em Barbados se encaixa com um caso que a BAU trabalhou uma vez. Completando a equipe de Garrett, temos Anna Gunn de “Breaking Bad” (como a especialista em Direito Internacional, Lily Lambert), Daniel Henney de “Hawaii Five-0” (como o agente de operações especiais, Matt Simmons) e Tyler James Williams de “The Walking Dead” (como o guru de tecnologia Russ “Monty” Montgomery).

O TVLine convidou a showrunner de Criminal Minds, Erica Messer – que escreveu o spinoff em potencial – para falar das lições aprendidas do passado e porque Sinise eleito para interpretar um combatente do crime na CBS novamente. (Messer também dá dicas de outro episódio, dirigido pelo membro do elenco Matthew Gray Gubler.)

TVLINE: De forma simples, que lições foram aprendidas com a tentativa anterior em um spinoff de Criminal Minds que foram aplicadas desta vez?
ERICA MESSER: Em uma palavra, muitas. A mais notável – e é, provavelmente, uma luta que cada spinoff tem – é a seguinte: como é o mesmo, mas diferente? E o que aconteceu da última vez [com “Criminal Minds: Suspect Behavior”, estrelado por Forest Whitaker] foi: “Oh, eles são diferentes, porque eles são desonestos”. Eles não trabalham no FBI, eles trabalham fora de um dojo. E eles têm todo esse tipo de mentalidade “trapaceira” sobre eles. Mas [para “Beyond Borders”] eu pensei, “além das fronteiras”, talvez como eles são o mesmo, mas diferente, eles são bons e velhos herois americanos que trabalham fora do FBI e ajudando americanos que estão com problemas – o que soa familiar porque é isso que a BAU faz – exceto que eles fazem isso quando os americanos estão fora do nosso país. E é isso que o torna diferente. Acho que isso é também o que faz com que seja oportuna, porque um número surpreendente de americanos estão se movendo para fora do país, seja para o trabalho ou apenas…

TVL: Estudando fora…
EM: Sim, todo tipo de coisa. Eu acho que os números do Departamento de Estado que li, mais de 40% dos americanos usam seu passaporte a cada ano. Então, esse show não está dizendo a maioria das pessoas neste país estão viajando, mas…

Duas equipes de profilers se unem para solucionar um caso complicado, em "Beyond Borders" (10x19).

Duas equipes de profilers se unem para solucionar um caso complicado, em “Beyond Borders” (10×19).

TVL: É o suficiente para 22 episódios de um show de TV.
EM: É. E para mim é muito importante que essas vítimas sejam relacionáveis de alguma forma, que não tem que ser o filho de um senador que está com problemas ou qualquer coisa assim. Com 40% dos norte-americanos usando seus passaportes, as chances são que você conhece alguém, ou pode até mesmo ser alguém da sua família ou alguém que você se preocupa, que está viajando durante o ano.

TVL: Poderia ser meu sobrinho adolescente fazendo um mochilão pela Europa, e ele é pego em um tipo de albergue.
EM: Pois é. Quer dizer, é tipo alimentar os medos que eu acho que Criminal Minds faz tão bem. Tipo, as pessoas não gostam de correr mais à noite porque já viram muitas episódios Criminal Minds!

TVL: Agora, há ainda um elemento de assassino em série ou não?
EM: Ocasionalmente. O que estamos dizendo é que quando os americanos estão em apuros no exterior, essa equipe irá salvá-los – e isso é uma arena de storytelling muito escancarada.

TVL: Poderia ser apenas um sequestro.
EM: Poderia ser um sequestro.Poderia ser um americano acusado de um crime em outro país…

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TVL: Ou, acusado de tráfico de drogas – “Eu pensei que era o meu walkman, policial, mas na verdade é um quilo de cocaína”.
EM: Exatamente. Ele realmente abre as portas para nós contarmos todos os tipos de histórias. Eles não têm que ser assassinos em série, embora vamos enfrentá-los, acho que é o que fazemos de melhor. Mas um monte de outras séries crimimais já mostra um serial killer em um episódio de vez em quando, também.

TVL: Olhe para o seu elenco. O spinoff de Criminal Minds prevê Gary Sinise and Anna “monstruosa” Gunn. É como ser aceito em todas as escolas ricas.
EM: Exatamente, e Daniel Henney é incrível e Tyler [James William] é incrível. Mesmo o banco é profundo. É muito emocionante. Gary foi a primeira pessoa que eu conheci e conversei com sobre isso, assim que soubemos que ia acontecer.

TVL: Eu provavelmente falo por outras pessoas quando digo que foi um pouco de surpresa que Gary voltasse para outro procedural da CBS. Por que, de tudo o que vimos, ele se interessou?
EM: Sabe, acho que ele estava fascinado com a ideia de ser um herói americano novamente e desta vez representando o FBI e ser capaz de ser um patriota, que está em seu próprio direito. Que grande oportunidade de, tipo, deixar a vida e arte imitarem uma a outra aqui e vê-lo interpretar este herói americano na TV, porque quando eu penso em Gary Sinise, é o que eu pensar. Com certeza, sou grata que ele sentia do mesmo jeito e disse: “Sim, eu vou voltar”.

TVL: À medida em que se está familiarizado com o personagem dele em “CSI: NY”, como vai justapor os dois?
EM: Eu não sei muito sobre Mac Taylor. Eu o assisti um pouco e fiz alguma pesquisa porque eu não quero que eles sejam iguais. Então, logo de cara eu sei que Mac perdeu a esposa na tragédia do 11 de setembro, e como resultado, ele teve muita dificuldade de amar novamente, e eu não queria repetir isso de forma alguma. Eu disse a Gary: “Olha, a realidade do FBI é, eu acho, as estatísticas são piores do que a média nacional em termos de divórcio. Poderíamos ter você mostrando a parte das pessoas que não sobrevivem à carreira no FBI e a um casamento, ou podemos ir pelo caminho oposto, onde você representa os que conseguem. “Há também algo realmente ‘amável’ em mostrar que os casamentos passam por momentos difíceis, e isso é talvez uma coisa geracional. Eu sei que meus avós e meus pais foram casados ​​até que a morte os separou, e Gary também cresceu com a ideia de que você não o joga fora quando ele para de funcionar, você o corrige. Então ele tem filhos, e um dos mais velhos acabou de entrar na Academia e quer seguir os passos do pai.

Anna Gunn é Lily Lambert, uma especialista em legislação internacional e linguista, com uma história pessoal dramática.

Anna Gunn é Lily Lambert, uma especialista em legislação internacional e linguista, com uma história pessoal dramática.

TVL: O personagem de Anna Gunn parece bastante singular, pelo menos dentro do mundo Criminal Minds, pelo que ela faz.
EM: Bem, o Direito Internacional é como um caminho interessante para seguir e por causa disso eu pensei: “Qual é sua história de fundo?” É uma [especialidade] tão específico e também ridiculamente difícil – você tem que saber línguas e culturas diferentes e crenças religiosas e muitas coisas. Então, eu precisava que a sua história de fundo fosse que quando seu irmão foi caminhar e semear aveia selvagem antes da faculdade, ele foi acusado de tráfico de drogas na Tailândia e ele ainda está na cadeia. Seus pais não têm dinheiro para contratar bons advogados ou qualquer coisa assim, então ela tornou-se obcecada em ser a voz dessas pessoas que de outra forma não a têm. Anna amou isso, porque ela tem um irmão mais velho, e eu tenho um irmão mais velho e um irmão mais novo, e nós apenas conversamos sobre isso, como irmãs, o que você faria para manter seus irmãos seguros? E quão insano seria se você não pudesse, se eles tivessem sido tirados de você? Você nunca vai descansar novamente.

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TVL: Qual é a extensão das relações existentes entre a BAU que conhecemos e estes novos caras?

EM: Eles estão familiarizados uns com os outros. Nós estabelecemos que a BAU de Criminal Minds é bastante movimentada. Eles quase não têm tempo para uma vida, então eu acredito que esses caras se conhecem a partir de…

TVL: Esbarrar em um seminário ou algo assim?
EM: Sim, do jeito que você conhece outras pessoas em seu setor. Pode ser que você não os vê muitas vezes, mas mesmo se você os vir uma ou duas vezes por ano, é um rosto familiar que faz o que você faz.

TVL: Tipo, você “conhece” Shonda Rhimes, mas talvez você não saia com ela.
EM: Correto. Mas se eu disser [à Shonda]: “Ei, eu te conheci nesta coisa da escola e ambas trabalhamos com Mark Gordon”, ela poderia responder, “Oh, sim, oi. Eu me lembro de te encontrar”- mas esses caras são um pouco mais próximos do que isso. Tyler interpreta um personagem chamado Monty que faz o que Garcia faz, mas tem um pouco mais adicionado ao seu trabalho, por isso Garcia começa a ver, “oh, eu pensei que você só fizesse isso como eu, mas você também faz isso”. E o personagem de Daniel Henney tem um fundo militar…

Daniel Henney é Matt Simmons, o homem durão e pai de família de Criminal Minds:Beyond Borders.

Daniel Henney é Matt Simmons, o homem durão e pai de família de Criminal Minds:Beyond Borders.

TVL: OK. Eu ia perguntar: Quem é meu Derek? Quem é meu músculo?
EM: Sim, é Daniel Henney. Matt tem um fundo militar e é também aquele herói americano que já se casou com sua namorada e eles têm quatro filhos menores de três anos, porque a última geração foi de gêmeos. Então, JJ e Morgan o conhecem bem, porque eles têm mais ou menos a mesma idade. Há um nível de conforto. Então, é claro, Rossi e Jack Garrett … Eles se conhecem há 25 anos e parte disso que foi porque Joe [Mantegna] e Gary se conhecem tão bem, mas esta foi a primeira vez que eles trabalharam juntos.

TVL: É legal que você tenha facilitado isso.
EM: Isso foi ótimo. Eu não acreditei quando eles me disseram, “não, nós estivemos [no co-apresentado Memorial Day Concert da PBS] juntos, mas nunca estivemos juntos em cena até agora”.

TVL: Se virar uma série, estamos fechados com o nome “Criminal Minds: Beyond Borders”? Esse é o favorito?
EM: Com certeza. Eu acho que é o único que passou no teste mais alto.

TVL: O único outro nome que eu poderia pensar seria “Criminal Minds: IU”, de Unidade Internacional, mas soa como algo a ser usado para ficar grávida.
EM: [Risos] Sim.

Matthew Gray Gubler e Breen Frazier nos bastidores do episódio 10x21 'Mr. Scratch', dirigido por Gubler.

Matthew Gray Gubler e Breen Frazier nos bastidores do episódio 10×21 ‘Mr. Scratch’, dirigido por Gubler.

TVL: Algum outro episódio no horizonte imediato para dar pistas? O último episódio dirigido pelo Matthew Gray Gubler está chegando, certo?
EM: Sim, é o episódio 21, e Breen Frazier o escreveu e ele está incrível. Vão ter umas promos que vão deixar a audiência enlouquecida.

TVL: “Se-escondendo-no-sofá”-enlouquecido ou outro tipo?
EM: Enlouquecido tipo, “o que vai acontecer em Criminal Minds esta semana?!” As pessoas vão perder a cabeça.

Tradução: Patricia Angelica.

Edição: Dayana Alves Coelho.

Fonte/Source: TVLine.

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