Assassinato: marco zero! (Joe Mantegna sobre Criminal Minds)

Joe Mantegna, intérprete do agente David Rossi em Criminal Minds, veterano da TV e cinema, sabe muito bem o que falar sobre as séries do gênero drama criminal.

Joe Mantegna, intérprete do agente David Rossi em Criminal Minds, veterano da TV e cinema, sabe muito bem o que falar sobre as séries do gênero drama criminal.

Não há escapatória quanto ao fato de que Criminal Minds mergulha em um mundo de lugares violentos e perturbadores na medida em que os investigadores do UAC do FBI caçam os assassinos e exploram suas motivações.

Entretanto, para aqueles espectadores que se assustam facilmente ou reclamam de que a série é muito assustadora e violenta, Joe Mantegna tem algumas palavras de conselho: assistam a outra coisa. Mantegna diz que ‘é importante manter a série tão sombria quanto ela é’. O ator interpreta o agente especial David Rossi na série que está para estrear sua nona temporada nas TVs australianas. ‘Toda vez que escuto alguém criticar ou comentários do tipo ‘Oh, é tudo muito sombrio e assustador. E eu não consigo assistir’ – você sabe, aquele blá blá blá. Então, assista outra coisa!’

‘Para nós, fazer menos que isso seria desrespeitoso com aqueles que fazem esse trabalho na vida real. Quando eles dizem ‘corta!’ no final de uma cena, o ator que está sentado lá com um machado em sua cabeça pode tirá-lo e sair andando da cena para comer um sanduíche’.  ‘Na vida real, a vítima não pode fazer isso. Então, para nós, fingirmos que aquilo não existe ou fazer com que se pareça menos horrível do que realmente é, seria um insulto’.

Billy Flynn, um serial killer retratado em Criminal Minds que foi inspirado no assassino real, Richard Ramirez.

Billy Flynn, um serial killer retratado em Criminal Minds que foi inspirado no assassino real Richard Ramirez.

‘Eu gosto de acreditar que a audiência é inteligente o suficiente para entender que isso é muito perturbador, e que a vida também o é e que é isso que nós estamos mostrando. E nós mostramos como ela realmente é. E acho que isso é muito importante’.

Mantegna também é rápido em apontar as diferenças entre Criminal Minds e outras séries drama-criminais que também apresentam serial killers, como Dexter e Hannibal.

‘Acredito que somos um pouco diferente das outras séries’, ele afirma. “Eu não acho que você pode agrupar-nos como uma série processual, como fazem com alguns desses outros shows, simplesmente por causa da natureza do show. Ele é chamado Criminal Minds. Nós lidamos com a psique. Eu não consigo acreditar quando as pessoas dizem ‘Oh, Dexter começou a onda de séries de serial killers’. Esqueça isso! Criminal Minds estava aí muito antes disso. Você sabe, este foi, eu acho, o marco zero para esse tipo de série”.

‘Então, as pessoas, obviamente, por qualquer motivo, têm encontrado algo intrigante sobre, você sabe, todo esse universo de crimes, e sobre a psique de um serial killer.’

Mantegna diz que a maioria dos espectadores do programa são mulheres e ele acredita que o programa pode ensiná-las a como se protegerem. ‘A maior parte da nossa audiência são mulheres e eu acho que parte disso é porque elas são inteligentes o suficiente para saberem que podem aprender algo conosco’, diz o ator.

Paget Brewster interpretou muito bem a revolta de Emily Prentiss com toda a ousadia do assassino em série do episódio 05x10 - "The slave of duty", citado na reportagem.

Paget Brewster, como Emily Prentiss, representou com muita propriedade a revolta das mulheres em geral com a ousadia do assassino em série do episódio 05×10 – “The slave of duty”, citado na reportagem.

‘Eu sempre uso isso como exemplo. Eu posso pensar em um episódio que, dentro de 20 segundos assistidos, você pode aprender três coisas que, basicamente, podem salvar sua vida. Tem um episódio que mostrava um manobrista. Ele pegava os carros das mulheres. O que ele fazia era retirar o controle remoto dos portões do pára-sol do carro dessas mulheres e os levava pra casa. Nesse episódio da quinta temporada, esse manobrista copiava o código do controle que abria os portões das casas das mulheres, descobria onde elas moravam ao apertar o botão ‘home’ do GPS delas, e ficava pacientemente esperando em suas casas. E como as pessoas geralmente fazem, elas não trancam a porta entre a casa e a garagem, porque elas sabem que a garagem está trancada’, diz Mantegna. ‘Mas a partir do momento que ele conseguia abrir a garagem, ele podia entrar na casa’.

‘Então, você assiste esse episódio. Dentro de um minuto vendo esses fatos, você aprendeu três coisas que podem, de repente, salvar sua vida…que é algo estranho dentro de uma série de TV considerada obscura e apavorante, e isso, e isso, e aquilo…Mas nós ainda fazemos isso. E eu acho que as pessoas, até mesmo subconscientemente, fazem isso. Em parte, elas assistem à série porque elas não querem ser as próximas vítimas. E enquanto elas ficam intrigadas com esse mundo, nós frequentemente trazemos a informação, explicamos as coisas na série e o porquê delas acontecerem. Mas você ainda pode aprender algo com isso’

Joe Mantegna e Jennifer Love Hewitt, nos bastidores das gravações da 10ª Temporada de Criminal Minds.

Joe Mantegna e Jennifer Love Hewitt, nos bastidores das gravações da 10ª Temporada de Criminal Minds.

Murder, ground zero

There’s no escaping the fact that US drama Criminal Minds delves into some violent and disturbing places as the agents of the FBI’s Behavioural Analysis Unit track killers and explore their motivations.

But for viewers who are skittish or complain the show is too scary and violent, Joe Mantegna has a few words of advice: watch something else. “I think it’s important that it is as dark as it is,” says Mantegna, who plays Special Agent David Rossi in the series about to start its ninth season on Australian TV. Whenever I hear criticism of, or when I hear comments of ‘Oh, it’s so dark and it’s so scary. And I can’t stand it’ – you know, da, da, da, da. Well, then watch something else.”

“For us, to do less than that would be disrespectful to the people who really do that job. When they say ‘cut’ at the end of a scene, the actor who’s sitting there with an axe in his head can take it out and walk over and get a sandwich. In reality they can’t. But for us to pretend that it doesn’t exist or to show it as less horrific than it really is would be an insult.”

“I like to think that our audience is intelligent enough to realise this is very disturbing, but so is life and so is what we’re portraying. And so we show it as it is. And I think that’s important.”

Joe Mantegna plays SSA David Rossi in Criminal Minds.

Joe Mantegna plays SSA David Rossi in Criminal Minds.

Mantegna is also quick to point out how the show differs from other crime and serial-killer dramas such as Dexter and Hannibal.

“I think we are a little different than the average show,” he says. “I don’t think you can lump us into, like, a procedural, as they do with some of these other shows because . . . just the nature of the show. It’s called Criminal Minds. We deal with psyche. I can’t believe when people say ‘Oh, Dexter started the, you know, serial-killer shows’. Forget it. This show was around before Dexter. You know, this was, I think, ground zero for those kinds of shows”.

“So people obviously have found something intriguing about, you know, that whole world, and the psyche of a serial killer for whatever reason.”

Mantegna says many of the show’s viewers are women and he believes they can learn how to protect themselves by watching. “A huge part of our audience is women and I think part of it is because they’re intelligent enough to know that they could learn something from it,” he says.

“I always use this as an example. I think of one episode that within 20 seconds of watching the show you could learn three things that could basically save your life. There was an episode that showed a valet parker, he takes these women’s cars. What he would do is he would take the remote off their visor, take it home. In the episode from season five, the serial- killer valet would replicate a woman’s garage-door opener code, work out where she lived by hitting the “home” button on her GPS then lie in wait in her house. And as people often do, they don’t lock the door between the garage and their home, because they know the garage door is closed,” says Mantegna. “But since he’s able to now open the garage door, he can come into the house.”

“So you watch that episode; within one minute of seeing those three facts you’ve learnt three things that could perhaps save your life . . . which is a strange thing on a show that’s considered to be so dark and gruesome, and this, and that, and the other.

“But yet we often do that. And I think people, even subconsciously, pick up on that. They watch the show partly because they don’t want to be that victim. And so while they’re intrigued by that world, we often put in information, we explain things on the show as to why things happen. But you can even learn something from it.”

Tradução: Thais Barbosa N. Morais

Revisão: Dayana Alves Coelho

Fonte/Source: Yahoo news

 

 

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