Criminal Minds e a Psicologia Comportamental

Neste fim de semana eu estive com as duas psicólogas da minha família: minha irmã, que se formou na faculdade me 2007, e minha sobrinha, que está terminando o primeiro período do curso. Minha irmã segue a teoria behaviorista (SIM!!!) – na época do TCC, ela até escreveu uma espécie de dicionário com os termos do Behavorismo – e indiquei a ela que assistisse CM, pois tem TUDO A VER! Ela mal começou e já está amando! (Parêntese básico: eu QUASE fiz Psicologia, mas acabei indo para o Jornalismo!)

Curiosa que sou, resolvi ler coisas relacionadas às teorias dos pais do Comportamentalismo (ou Behaviorismo, como queiram), como Pavlov, Skinner e outros… e ainda comecei a me lembrar de alguns episódios que mostram bem como a influência do ambiente e das atitudes daqueles que nos cercam podem moldar as nossas respostas.

Um episódio que, depois de assistir me fez ter certeza de que minha irmã iria amar a série é o 7×18 (Foundation), em que Derek Morgan precisa interrogar uma criança encontrada no meio do deserto do Arizona, mas devido aos vários anos que o menino passou isolado, ele não fala e tem muito medo do contato com os outros. É bastante interessante notar como Morgan consegue estimulá-lo (!) com uma simples moeda e estabelecer uma forma de comunicação. Skinner ficaria orgulhoso do Derek nesse episódio! Bela terapia comportamental, cara!

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Há diversos episódios que mostram que os unsubs têm como grande motivação traumas de infância ou outros tipos de, digamos, “estímulos” ambientais (entenda-se ambiente como família, escola e sociedade em geral) que os levam ao crime. Outro caso interessante é o de “The Prince Of Darkness”, Billy Flynn, que, ao longo dos dois episódios “Our Darkest Hour (5×23)” e “The Longest Night (6×01)”, descobrimos que sua obsessão por matar família e o M.O. específico na morte das crianças tem a ver com o que ele vivenciou com sua mãe.

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Pra quem também quiser aprender um pouquinho mais sobre uma das ciências que guia a nossa série favorita, alguns links:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Behaviorismo
http://www.ufrgs.br/psicoeduc/behaviorismo/sobre-o-behaviorismo/
http://www.passeidireto.com/arquivo/1596512/livro—sobre-o-behaviorismo—skinnerbf- (download do livro do Skinner, que requer cadastro gratuito)

E, pra terminar, algumas frases de Burrhus Frederic Skinner que poderiam perfeitamente se encaixar em vários episódios de CM:

“Triunfar sobre a natureza e sobre si mesmo, sim. Mas sobre os outros, nunca.”
“Como as pessoas se sentem é, geralmente, tão importante quanto o que elas fazem.”
“Poderíamos solucionar muitos dos problemas de delinquência e criminalidade, se pudéssemos mudar o meio em que foram criados os transgressores.”
“O que é o Amor se não outro nome para reforço positivo?” (REFORÇAMENTO POSITIVO: acréscimo de estímulo positivo procurando o aumento de resposta do indivíduo – o episódio “Foundation” supracitado é um bom exemplo de reforço positivo)

Patricia Angelica

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2 respostas em “Criminal Minds e a Psicologia Comportamental

  1. nao tenho certeza se vai ler isso, mas eu tenho 15 anos e meu sonho é trabalhar com isso, igual na serie, eu quero morae em londres no futuro, porem me falaram que esse emprego possui somente nos estados unidos (o que eu achei estranho, mas ok), eles sao psicologos comportamentais né? (me falaram que eles psicologos criminais e me confundi), me ajudaaaaa

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