Gubler guia ‘Criminal Minds’ de ambos os lados da câmera

É difícil imaginar que a estrela de “Criminal Minds”, Matthew Gray Gubler, tenha tempo para tirar ao menos um cochilo.

Durante anos, Gubler se deliciou alternando entre projetos simultâneos como modelo, atuando, dirigindo, “twitando” e ”blogando”, desenho e pintura.

“Eu tenho essa coisa estranha — literalmente me sinto fisicamente doente se eu não estou fazendo alguma coisa,” ele brincou durante uma entrevista por telefone na semana passada, de Los Angeles, onde ele estava concluindo o episódio dessa quarta-feira, que ele está dirigindo. “As pessoas podem se surpreender ao saber que eu durmo”, ele diz.

Desde 2005, o magrinho Gubler, que interpreta o genial Dr. Spencer Reid, um agente especial do FBI socialmente desajeitado, que trabalha como criador de perfis na Unidade de Análise Comportamental do Bureau. O elenco também inclui Thomas Gibson, Shemar Moore, A.J. Cook, Joe Mantegna, Kirsten Vangsness e Jeanne Tripplehorn.

O episódio misterioso de quarta-feira, que vai ao ar às 21h, marca a sétima vez que o nativo de Las Vegas, de 34 anos, dirigiu a série. O caso da BAU desta semana examina uma disputa familiar saguinária amarrada a uma série de mortes em uma comunidade isolada de West Virginia. “É parte um filme de terror e parte drama familiar bizarro,” ele diz. “Tem um monte de coisas estranhas nele que me afetam em todos os sentidos.”

1012930_735366316508119_83277861_n 1975154_733222206722530_1588087688_n

Quando dirige, Gubler diz que ele sempre se volta para algo “um pouco absurdo.” Enquanto ele não revela muito sobre seu mais recente trabalho, ele cria um boato. “Pode ou não ser um monstro do tipo Bigfoot (“Pé-grande”) ou uma criatura que vive na floresta, sobre a qual tem havido muitas lendas sobre, e que vai voltar e fazer coisas terríveis para algumas pessoas que fizeram certas coisas”, diz ele, acrescentando uma risada, “Acho que esse foi o pior slogan de todos os tempos!”

A direção tem um lugar especial no coração de Gubler, desde que ele era um estudante da Nova York Tisch School of Arts. Mas antes de se formar, em 2002, com 1,85m de altura e cabelo desgrenhado, Gubler já era multitarefa: ele se deparou com modelagem aos gostos de Marc Jacobs e Tommy Hilfiger, após ter sido descoberto por um olheiro na rua.

foto2

 

Enquanto na escola Gubler também estagiou para o cineasta Wes Anderson, sobre o que Gubler diz “Me senti como ganhar na loteria”. Então, Anderson deu a Gubler seu primeiro papel como, apropriadamente o suficiente, um jovem estagiário para uma cineasta fictício no filme de 2004, “Vida marinha com Steve Zissou.”

200_s

Gubler como o “estagiário” no filme “Vida Marinha de Steve Zissou”.

“Devo-lhe uma grande quantidade de gratidão por ter oficialmente me transformando em um ator,” diz Gubler.

É também onde Gubler descobriu outro talento: pintura e desenho. Ele rabiscou entre as cenas e agora desenha “incessantemente”, criando caricaturas de si mesmo e o elenco e equipe de “Criminal Minds”.

No entanto, seu estilo abstrato autodidata não é necessariamente para todos. “Eu sempre pensei que minha [técnica] era realmente muito bonita e, recentemente, alguém estava me contando como é assustadora ou nojenta minha pintura é”, diz ele, rindo. “E isso meio que fere meus sentimentos um pouco, porque eu só desenho pessoas que eu acho muito bonitas ou interessantes. Para mim parece idêntico a eles.”

Ele também não é avesso à auto-ironia. Há alguns anos, ele fez uma série de falsos documentários no set de “Criminal Minds”, onde ele fez uma versão “ator estereotipado vaidoso, louco” de si mesmo. Mas nem todo mundo entendeu a piada. “Minha mãe estava muito perturbada, porque algumas pessoas no início — e provavelmente até hoje — acreditavam que fosse verdade,” ele diz. “E eu meio que não me levar muito a sério pode confundir as pessoas!”

Ainda assim, ele é se diverte quando estranhos o param na rua e esperam que ele seja igual ao seu personagem, Dr. Reid. “É sempre engraçado. Eles me pedem ajuda com coisas inteligentes, como questões de matemática. Eles realmente não entendem que não poderia ser menos como ele,” ele diz. “Matemática e a ciência nunca foram realmente o meu forte.”

foto4

Ele é, no entanto, habilidoso com mídias sociais. Em seu tempo livre ele procura blogar no matthewgraygubler.com, onde ele posta algumas das suas obras de arte. Ele também é ativo no Twitter (@Gublernation), Instagram (Gublergram), Facebook, Tumblr e YouTube (onde seus episódios de mockumentary são exibidos).

Mesmo com tudo isso, ele está preocupado com a transição dissonante que acontece quando a direção termina e ele tem uma coisa a menos com que se preocupar. “De repente a experiência acabou e você apenas volta a atuar”, diz o afável Gubler. “Sinto-me como um lobisomem e a lua cheia foi-se embora, e eu sou só um cara normal em um paletó.”

Tradução: Dayana Alves Coelho

Fonte: New York Post

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s