Real Life Serial Killers – referências no episódio 09×03 (Final Shot)

O 3º episódio da 9ª temporada de Criminal Minds, Final Shot, se passa em Dallas, Texas, e a BAU precisa investigar se o aniversário da morte de Kennedy é um fator motivador, ou qual seria o motivo real para um atirador não identificado alvejar pessoas em uma praça local.

IRMANDADE ARIANA 

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A Irmandade Ariana, também conhecida como A marca, o AB,  Alice Baker, ou o One-Two, é uma quadrilha de supremacia branca e crime organizado dos Estados Unidos com cerca de 20 mil membros dentro e fora dos presídios. De acordo com o FBI, a quadrilha representa menos de 0,1% da população carcerária, mas é responsável por até 20% dos assassinatos no sistema penitenciário federal e atua, especialmente, no narcotráfico, extorsão, assassinatos de aluguel, prostituição e estupro carcerário. Como a maioria das gangues de prisão, os membros da Irmandade Ariana são identificados por tatuagens distintas, como citado no episódio no momento da visita de Morgan e JJ a Adam Dawson (foto à direita), no presídio.

ATENTADO À MARATONA DE BOSTON 1600132_774660805894532_129887578_n

Embora os irmãos Tsarnaev, responsáveis pelo atentado à bomba da Maratona de Boston, não sejam mencionados pelo nome nesse episódio, os atentados foram mencionados como exemplos de recentes ataques terroristas.

Tamerlan Anzorovich “Tam” Tsarnaev e Tsarnaev de “David” Dzhokhar Anzorovich foram ambos os autores do atentado na maratona de Boston de 2013, que matou três pessoas e feriu pelo menos outras 264. Duas bombas foram detonadas pouco antes da linha de chegada da prova em andamento. Os serviços de inteligência identificaram dois suspeitos, Tamerlan Tsarnaev, de 26 anos, e Dzhokhar Tsarnaev, de 19 anos, de origem muçulmana, irmãos nascidos na Chechênia que viviam legalmente nos Estados Unidos. O governo trabalhou com a hipótese de que o atentado foi motivado por extremismo islâmico. Tam, foi morto após perseguição policial, e David, foi caçado e encontrado em Watertown, subúrbio de Boston. Dzhokhar A. Tsarnaev foi formalmente indiciado por mais de 30 acusações, entre elas a morte de 3 pessoas e o uso de  “armas de destruição em massa”, e pode ser condenado à pena de morte.

Os irmãos Tsarnaev usaram bombas caseiras com panelas de pressão como recipientes, equipadas com estilhaços consistindo de pedaços de metal, pregos e esferas de rolamentos e foram detonadas através controle remoto de longo alcance usado para carrinhos de brinquedo. As bombas eram poderosas, entretanto, foram colocadas em baixa altura, no chão, resultando em poucas mortes e centenas de feridos, os quais sofreram lesões nas pernas por estilhaços, alguns até mesmo perdendo uma ou ambas as pernas.

MICHAEL ADEBOLAJO E MICHAEL ADEBOLAWE 1608434_774661569227789_1067197147_n

Em Final Shot, o ataque à facadas a Lee Rigby, cometido por Michael Adebolajo e Michael Adebowale e motivado pelas ideologias da Al-qaeda, foi mencionado como exemplo de recentes ataques terroristas.

Em maio de 2013, dois terroristas islâmicos atacaram e mataram com golpes de faca e cutelo, na frente de várias testemunhas, o soldado Lee Rigby, de 25 anos. O ataque ocorreu em plena luz do dia, perto de um quartel militar em Londres e foi primeiro ataque inspirado pela al-Qaeda em solo britânico desde 7 de julho de 2005.

Michael Adebolajo (29 anos) e Michael Adebowale (22 anos), britânicos de origem nigeriana e convertidos ao Islã, alegaram que eles eram soldados de Allah e sua violência teria sido uma represália contra a política externa ocidental, que levou à morte de muçulmanos. Ambos alegaram que a escolha da vítima foi ao acaso, e que ficaram esperando perto da base até que algum soldado aparecesse. Foram baleados antes de serem presos e durante o julgamento afirmaram que tinham a intenção de serem mortos para conseguirem um “martírio religioso”. Ambos foram julgados e considerados culpados pelo assassinado de Rigby.

LEE HARVEY OSWALD 1598211_774660592561220_1214058575_n

Mesmo não sendo mencionado ou referenciado diretamente em Criminal Minds, Oswald recebeu uma menção adequada, sendo, freqüentemente referenciado (embora não por nome), quando foi assumido que o suspeito era um teórico de conspiração extremo. Também deve ser notado que o sobrenome de Maya Carcani, pode ter sido uma referência para o rifle Carcano usado por Kennedy, desde que ambos os nomes soam extremamente semelhantes.

Lee Harvey Oswald, ex-fuzileiro da Marinha americana, de 24 anos, foi o atirador que assassinou o 35°presidente dos EUA, John F. Kennedy. Oswald nasceu em Nova Orleans, Louisiana. O pai de Lee Harvey morreu de um ataque cardíaco antes de seu nascimento. Oswald e seu irmãos passaram muitos de seus primeiros anos de vida em orfanatos. Sem  uma figura paterna em sua vida e com a mãe sempre ausente, Lee foi descrito como sendo desajustado, desapegado emocionalmente e privado de qualquer cuidado de sua mãe. Ele afirmou ter grande interesse no socialismo e ter passado bastante tempo estudando a ideologia. Com 17 anos, Oswald se alistou na Marinha, onde foi qualificado como atirador de elite. Durante o tempo que antecedeu a sua dispensa, Oswald fez preparativos para desertar para a União Soviética. Seu pedido de cidadania foi negado, então, após tentativa de suicídio, Lee foi confinado em um hospital psiquiátrico e, após uma série de diálogos entre funcionários russos e americanos, Oswald foi autorizado a desertar e obteve a cidadania russa. Após casar-se e ter uma filha, Oswald negociou um retorno aos Estados Unidos com sua família. Ele escreveu apelos por ajuda para diversos oficiais dos Estados Unidos, entre eles, ironicamente, o governador do Texas, John Connally, em quem, mais tarde, ele atiraria.

O democrata John F. Kennedy, planejou a uma visita oficial ao Texas em 1963, para Dallas. O jornal Dallas Times Herald publicou uma descrição detalhada dos planos da viagem, incluindo a rota que levava a comitiva presidencial. Estava programado um discurso de almoço de Kennedy, no Dallas Trade Mart. Após o discurso, a limusine presidencial, que carregava o casal presidencial, o governador do Texas, John Connally, sua mulher e dois agentes do serviço secreto saiu em comitiva pelas ruas de Dallas. O veículo podia ser visto nas proximidades do Dealy Plaza, de um edifício de 7 andares, utilizado para o armazenamento de livros didáticos e materiais relacionados e um centro de atendimento de pedidos de Compania de Depósito de Livros das Escolas do Texas (Book Depository). O 6° andar desse prédio encontrava-se em reforma e Oswald trabalhava com temporário na obra e tinha acesso ao local e utilizou-o para efetuar os disparos. Aparentemente, Oswald perdeu o primeiro tiro. O segundo atingiu o Presidente na “base do pescoço” e saiu por meio de sua garganta, ferindo o governador Connally que estava no carro. O terceiro atingiu Kennedy na parte superior direita da cabeça, matando-o instantaneamente. A comitiva saiu a toda velocidade para o Hospital Parkland, mas já era tarde e ele foi declarado morto. Governador Connally, entretanto, ficou gravemente ferido, mas sobreviveu. Um civil também foi ferido no rosto.

Oswald deixou o Book Depository e embarcou num ônibus, mas mudou-se para um táxi quando o ônibus ficou preso no trânsito e foi para a pensão onde morava, entrou no quarto, pegou seu revólver e saiu. Entretanto, a polícia, invadiu o Book Depository e encontraram três cartuchos e o rifle Carcano usado no tiroteio. Uma testemunha ocular havia visto um homem na janela pelo lado de fora e o descreveu. Um patrulheiro, avistou Oswald, que batia com a descrição, o abordou e foi assassinado com 4 tiros. A polícia entrou no prédio e prendeu o Oswald. Quando ele estava prestes a ser transferido para a cadeia do Condado, sendo conduzido pelo porão da sede da polícia de Dallas, Jack Ruby, dono de uma boate em Dallas, saiu de repente da multidão de repórteres convidados para transmitir o momento e deu um tiro no abdômen de Oswald. Ruby foi preso imediatamente e Oswald morreu no Hospital Parkland Memorial, o mesmo hospital onde médicos tentaram salvar a vida de Kennedy.

ATIRADORES DE WASHINGTON DC 1472726_535536213211284_476362285_n

John Allen Muhammad e Lee Boyd Malvo, também conhecido como “O atirador de Beltway”, “O atirador de DC” e “O atirador de Washington”, foram uma dupla de assassinos em massa que matou várias pessoas na costa leste dos Estados Unidos, em outubro de 2002. Eles promoveram uma série de ataques a tiros, matando 10 e ferindo 4 pessoas, em Washington (DC) e zonas próximas. Tentaram fazer extorsão de $10 milhões de dólares, em troca de parar os ataques. Muhammad e Malvo foram presos num estacionamento, dormindo dentro do carro azul comprado por Malvo. 

Após unir à nação do Islã, Muhammad tornou-se próximo a Lee Boyd Malvo, e o instigou a cometer crimes e, mais tarde, este atuou como seu parceiro nas mortes. Após sua prisão, as autoridades também alegaram que Muhammad admitiu que ele admirava e tomova por modelo, Osama bin Laden e a al-Qaeda e aprovava os ataques de 11 de setembro. Lee está cumprindo uma sentença de prisão perpétua sem condicional por seu papel nos tiroteios. Muhammad começou a ser julgado em 2003, foi sentenciado à morte em 2004, e foi executado em 10 de novembro de 2009.

Muhammad e Malvo mataram suas vítimas com um fuzil de assalto semi-automático roubado por Malvo. As vítimas eram completamente aleatórias e de sexos e idades diferentes e foram mortas com tiros únicos de 50-100 jardas de distância. Os tiros foram disparados de seu carro, que tinha sido equipado com um pequeno furo no porta-malas logo acima da placa do carro do qual eles miravam e atiravam. Deixaram cartas de tarô como chamadas de autoria em várias cenas de crime. Uma das mais notáveis, a carta da morte, tinha a frase “Chame-me Deus” escrito na frente e “Para você, Sr. Polícia”, “Código: chame-me Deus” e “Não liberar para a imprensa” escritos na parte de trás. Em algum momento, eles também deixaram um bilhete de resgate exigindo 10 milhões de dólares.

Até o presente momento, o verdadeiro motivo dos tiroteios Beltway permanece um mistério. Alguns promotores alegaram que era para ser um ato de terrorismo, utilizando várias imagens relacionadas a “jihad” encontradas em sua posse como prova. De acordo com o testemunho do Malvo, os disparos foram feitos para ser um plano de três fases. A primeira fase teria sido o planejamento dos tiroteios, a segunda, se destinava a ocorrer em Baltimore, matar uma mulher grávida, atirando-lhe no abdome e, em seguida, matar um policial e colocar dispositivos explosivos em seu funeral para matar outros policiais. A terceira fase era extorquir dinheiro do governo dos EUA e utilizá-lo na criação de um santuário no Canadá para órfãos negros sem-teto, e ensinar-lhes o manuseio de armas de fogo, habilidade que eles usariam então para cometerem atentados a tiros nos E.U.A.

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Em Final Shot, quando a BAU lidou com o franco-atirador, as motivações do suspeito de ter um alvo específico, matando as vítimas aleatoriamente como uma contramedida forense, tratou-se de uma teoria conhecida de que Muhammad cometeu os tiroteios de Beltway para encobrir o eventual assassinato de sua ex-mulher.

Fonte: Criminal Minds Wikia

Tradução: Dayana Alves Coelho

Imagens: Regina Planella

 

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